Ciro Gomes vai recusar convite para concorrer à Presidência e focará no governo do Ceará
Anúncio será feito no sábado (16); presidente do PSDB e autor do convite, Aécio Neves, disse ao SBT News que ainda não foi informado



Victor Schneider
Eduardo Gayer
O ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes vai recusar o convite do PSDB para ser candidato a presidente da República. A informação foi divulgada pelo G1 e confirmada pelo SBT News.
A decisão está atrelada a uma outra prioridade de Ciro, que recém voltou ao ninho tucano: disputar o governo do Ceará, cargo que ocupou no início dos anos 1990. O anúncio formal será feito no sábado (16).
Autor do convite, o deputado Aécio Neves (MG), presidente da sigla, disse ao SBT News ainda não ter sido comunicado formalmente da decisão, mas que estava ciente de que a recusa era uma possibilidade.
Conforme apurou a reportagem, pesa sob a decisão uma realidade concreta: Ciro lidera com boa margem em seu estado natal na disputa contra o atual governador Elmano de Freitas (PT), um dos ex-aliados com quem rompeu e selou a cisão definitiva de Ciro com o PT no Ceará.
A intriga envolveu, inclusive, o irmão e senador Cid Gomes (PSB) e o ex-ministro e ex-governador Camilo Santana, que não está descartado como opção para o Palácio da Abolição caso Elmano não consiga ganhar tração nos próximos meses. Vencer nessas circunstâncias traz à eleição contornos de vingança e disputa de hegemonia.
Já no cenário nacional, o ex-governador vem de um fracasso da candidatura em 2022, quando teve o pior desempenho de todas as disputas presidenciais e terminou com só 3,04% dos votos, atrás da estreante Simone Tebet. No auge, em 2018, Ciro marcou 12,5%.
Ao falar sobre o convite, em abril, Ciro reconheceu que o saldo das últimas corridas era de desgaste.
"Eu não sei o que resta de lembrança no povo brasileiro da minha caminhada já de quatro eleições. Mas a minha angústia com o Brasil não me permite descartar pura e simplesmente [a possibilidade de ser candidato]. E o meu respeito e os meus deveres com o Ceará também não me permitem aceitar prontamente o desafio. Amadureçamos [a proposta]", afirmou à época.








