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Coreia do Sul e EUA anunciam exercícios militares conjuntos

Simulação que ocorre anualmente tem o objetivo de reforçar a segurança contra a ameaça de um ataque da Coreia do Norte

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André de Sena, com informações da Reuters
Coronel Jang Do-young, da Coreia do Sul, e coronel Ryan Donald, dos Estados Unidos | Song Kyung-Seok/Pool via REUTERS

Coronel Jang Do-young, da Coreia do Sul, e coronel Ryan Donald, dos Estados Unidos | Song Kyung-Seok/Pool via REUTERS

Os governos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul comunicaram nesta segunda-feira (10) que vão realizar exercícios militares conjuntos de 17 a 27 de agosto. O "Escudo da Liberdade de Ulchi" é uma simulação que ocorre anualmente com o objetivo de reforçar a segurança contra a ameaça de um ataque da Coreia do Norte.

O anúncio foi feito em uma conferência de imprensa da qual participaram os coronéis Jang Do-young, diretor de relações públicas do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, e Ryan Donald, diretor de relações públicas do Comando das Forças Combinadas, do Comando das Nações Unidas e das Forças dos EUA na Coreia.

Segundo Jang Do-young, os exercícios militares previstos para as próximas semanas vão manter a mesma escala dos anos anteriores, com a participação de aproximadamente 18 mil soldados sul-coreanos. De acordo com Ryan Donald, as atividades conjuntas permitem que os dois países aliados estejam preparados para guerras, o que inclui o uso crescente de sistemas não tripulados, como drones e ataques cibernéticos.

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O coronel norte-americano também citou o apoio que as Forças Armadas norte-coreanas dão a Rússia. “Soldados da RPDC foram mobilizados e lutaram na Ucrânia, e levaram as lições que aprenderam lá de volta para a Coreia do Norte”, explicou Ryan Donald, usando as iniciais do nome oficial do país, República Popular Democrática da Coreia. “Isso altera a capacidade da RPDC, e nosso treinamento leva em conta essa ameaça”, completou.

Pyongyang não se pronunciou imediatamente em relação ao anúncio feito por Seul e Washington. No entanto, o país governado pelo ditador Kim Jong-un costuma denunciar os exercícios militares como uma provocação que agrava as tensões, embora os aliados afirmem que as manobras são de natureza defensiva.

Na semana passada, a Coreia do Norte lançou um míssil balístico de curto alcance em direção ao mar. A Coreia do Sul e o Japão condenaram essa ação, que foi encarada como uma provocação, pois resoluções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU proíbem as forças norte-coreanas de executar quaisquer atividades balísticas. Além disso, Pyongyang continua a desenvolver armas nucleares e mísseis de cruzeiro.

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