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Condenada que sobreviveu a 2 injeções letais volta à prisão

Christa Pike, de 50 anos, ficou internada por dez dias após falha em tentativa de execução de pena de morte nos Estados Unidos

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André de Sena, com informações da Reuters
Assassina condenada Christa Pike, que sobreviveu a uma execução malsucedida no Tennessee, nos EUA | Foto: Reuters/Foto de arquivo

Assassina condenada Christa Pike, que sobreviveu a uma execução malsucedida no Tennessee, nos EUA | Foto: Reuters/Foto de arquivo

Christa Pike recebeu alta do hospital neste sábado (10) e já foi levada de volta à penitenciária em Nashville, no estado americano do Tennessee. A mulher de 50 anos passou dez dias internada após sobreviver a uma tentativa de execução de pena de morte.

A informação de que ela recebeu alta foi divulgada por meio de um comunicado publicado por seus advogados, Stephen Ferrell e Luke Ihnen, do Serviço de Defensoria Federal do Leste do Tennessee. O documento também é assinado pelos membros do Escritório de Defensoria Pós-Condenação do Tennessee Randy Spivey e Kelly Gleason.

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Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, cometido em 1995, quando ela tinha 17 anos. Seu então namorado, Tadaryl Shipp, também participou do crime. O casal espancou, torturou e matou a vítima.

A mulher passou 31 anos presa até que as autoridades do Tennessee tentassem executar a pena, em 30 de setembro. Ela foi levada até a Instituição de Segurança Máxima de Riverbend, que também fica em Nashville. Lá, recebeu duas doses de uma injeção letal contendo pentobarbital, uma substância que, em doses altas, induz ao coma profundo, paralisa o sistema respiratório e causa uma overdose fatal. Mesmo assim, sobreviveu.

Um dia antes de receber alta do hospital, na sexta-feira (9), seus advogados haviam informado que ela já conseguia "se levantar e caminhar" pelo quarto onde estava internada, mas ainda apresentava confusão mental e dificuldades físicas, principalmente nos braços, que ficaram muito machucados.

Após o episódio, a Justiça do Tennessee determinou que as autoridades estaduais preservassem todas as provas relacionadas à tentativa fracassada de execução, inclusive seringas, tubos intravenosos, embalagens, além de documentos que mostram os medicamentos utilizados e o estado mental da prisioneira antes, durante e depois do procedimento.

Pikes é a primeira pessoa na história dos Estados Unidos a sobreviver a uma tentativa de execução por injeção letal após receber as substâncias químicas na veia. Apesar disso, houve outros caos anteriores em que os agentes penitenciários não conseguiram instalar as linhas intravenosas. Um deles ocorre em maio deste anos, também no Tennessee. O homem condenado a morte era Tony Carruthers.

O governador do estado, Bill Lee, suspendeu todas as execuções por pena de morte até o final do ano enquanto as autoridades investigam os dois casos. A tentativa frustrada de matar Pikes levou o chefe do sistema prisional do Tennessee, Frank Strada, a pedir demissão.

Os advogados da mulher se opõem a uma nova tentativa de execução e apelam para que o governador altere a pena para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

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