TSE dá 48 horas para Meta explicar alcance de Lula nas redes
Campanha de Lula acusa a Meta de reduzir o alcance de publicações e manter perfis automatizados que atacam o presidente
Vicklin Moraes
O presidente Lula | Divulgação/Ricardo Stuckert
O ministro Marco Aurélio Bellizze, juiz auxiliar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu prazo de 48 horas para que a Meta, empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram, preste esclarecimentos sobre suspeitas de restrição ao alcance de publicações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sobre a permanência de contas falsas automatizadas na plataforma durante o segundo turno presidencial.
A decisão foi tomada após representação da Coligação Brasil Pronto pra Mais, que acusa a empresa de praticar “seletividade algorítmica” ao reduzir a distribuição de publicações da campanha governista e de perfis alinhados ao campo progressista. A coligação também aponta a atuação de uma rede de 255 perfis no Instagram supostamente geridos por inteligência artificial para atacar Lula, o PT e a primeira-dama Janja da Silva.
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No despacho, Bellizze afirmou que é necessário ouvir a plataforma antes de decidir sobre os pedidos de urgência. Segundo o ministro, os dados necessários à apuração estão sob controle da própria empresa, incluindo os sistemas de distribuição de conteúdo, os registros de moderação e os mecanismos de verificação de autenticidade das contas.
A Meta deverá preservar os registros de moderação, os dados de anúncios e as métricas relacionados ao caso. Também terá de informar quais medidas foram aplicadas, desde 16 de agosto, aos perfis oficiais da campanha de Lula e às contas indicadas na representação, incluindo eventuais reduções de alcance, restrições de busca, exclusões de sistemas de recomendação e remoções de conteúdo.
A empresa deverá ainda explicar as inconsistências nas métricas de vídeos publicados em 7 de outubro, detalhar os motivos da desativação da conta de anúncios da campanha em 23 de setembro e informar se identificou a rede de 255 perfis, além das providências eventualmente adotadas.
Outro ponto da determinação é a aplicação das regras eleitorais sobre a exclusão de perfis de candidatos dos sistemas de recomendação.
A representação também cita um levantamento do projeto VigIA, da Agência Lupa, segundo o qual 61 dos 64 conteúdos sintéticos identificados entre 1º e 5 de outubro continuavam disponíveis na plataforma. A coligação afirma ainda que a rede de 255 perfis acumulou 58 milhões de visualizações em um mês.
Além da Meta, o ministro determinou o envio de ofícios à Agência Lupa e ao Instituto Democracia em Xeque, que terão 48 horas para apresentar as metodologias e os levantamentos sobre desinformação e conteúdos sintéticos mencionados no processo.
Depois que a Meta apresentar as respostas, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) terão 24 horas cada para se manifestar. Em seguida, o ministro decidirá sobre o pedido de tutela de urgência. Até essa análise, não há decisão definitiva sobre as acusações apresentadas pela campanha.
TSE dá 48 horas para Meta explicar alcance de Lula nas redesCampanha de Lula acusa a Meta de reduzir o alcance de publicações e manter perfis automatizados que atacam o presidentePolítica2026-10-10T20:54:31.966ZO ministro Marco Aurélio Bellizze, juiz auxiliar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu prazo de 48 horas para que a Meta, empresa responsável pelo Facebook e pelo Instagram, preste esclarecimentos sobre suspeitas de restrição ao alcance de publicações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sobre a permanência de contas falsas automatizadas na plataforma durante o segundo turno presidencial. A decisão foi tomada após representação da Coligação Brasil Pronto pra Mais, que acusa a empresa de praticar “seletividade algorítmica” ao reduzir a distribuição de publicações da campanha governista e de perfis alinhados ao campo progressista. A coligação também aponta a atuação de uma rede de 255 perfis no Instagram supostamente geridos por inteligência artificial para atacar Lula, o PT e a primeira-dama Janja da Silva. No despacho, Bellizze afirmou que é necessário ouvir a plataforma antes de decidir sobre os pedidos de urgência. Segundo o ministro, os dados necessários à apuração estão sob controle da própria empresa, incluindo os sistemas de distribuição de conteúdo, os registros de moderação e os mecanismos de verificação de autenticidade das contas. A Meta deverá preservar os registros de moderação, os dados de anúncios e as métricas relacionados ao caso. Também terá de informar quais medidas foram aplicadas, desde 16 de agosto, aos perfis oficiais da campanha de Lula e às contas indicadas na representação, incluindo eventuais reduções de alcance, restrições de busca, exclusões de sistemas de recomendação e remoções de conteúdo. A empresa deverá ainda explicar as inconsistências nas métricas de vídeos publicados em 7 de outubro, detalhar os motivos da desativação da conta de anúncios da campanha em 23 de setembro e informar se identificou a rede de 255 perfis, além das providências eventualmente adotadas. Outro ponto da determinação é a aplicação das regras eleitorais sobre a exclusão de perfis de candidatos dos sistemas de recomendação. A representação também cita um levantamento do projeto VigIA, da Agência Lupa, segundo o qual 61 dos 64 conteúdos sintéticos identificados entre 1º e 5 de outubro continuavam disponíveis na plataforma. A coligação afirma ainda que a rede de 255 perfis acumulou 58 milhões de visualizações em um mês. Além da Meta, o ministro determinou o envio de ofícios à Agência Lupa e ao Instituto Democracia em Xeque, que terão 48 horas para apresentar as metodologias e os levantamentos sobre desinformação e conteúdos sintéticos mencionados no processo. Depois que a Meta apresentar as respostas, a coligação e a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) terão 24 horas cada para se manifestar. Em seguida, o ministro decidirá sobre o pedido de tutela de urgência. Até essa análise, não há decisão definitiva sobre as acusações apresentadas pela campanha.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tse-da-48-horas-para-meta-explicar-alcance-de-lula-nas-redes
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