PSDB convida Ciro para disputar a Presidência, mas candidato vai avaliar antes cenário no Ceará
Convite foi tornado público nesta terça pelo presidente do partido, Aécio Neves, depois de reunião da executiva nacional


SBT News
O PSDB formalizou nesta terça-feira (14) o convite para que o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) seja candidato à Presidência da República pelo partido nas eleições de outubro. O anúncio foi feito pelo presidente da sigla, Aécio Neves, depois da reunião da executiva tucana na Câmara dos Deputados.
"Ciro é hoje maior do que as fronteiras do seu grandioso Estado e por isso fiz a ele um apelo para que ele se disponha a liderar um novo caminho para o Brasil, um caminho do centro democrático, um caminho liberal na economia, inclusive do ponto de vista social, responsável no campo da gestão pública. Tudo o que o PSDB sempre foi e que tanta falta faz ao país", disse Aécio.
Publicamente, Ciro se disse honrado pelo convite, mas ponderou a necessidade de amadurecer a candidatura em face de outra ambição: a de retornar ao governo do Ceará depois de ter comandado o estado de 1991 a 1994. Ele deixou o cargo para assumir o Ministério da Fazenda, contribuir com o Plano Real e iniciar uma trajetória pública nacional, como ministro da Integração no governo Lula (2003-2006), deputado por um mandato (2007-2011) e, sobretudo, quatro vezes candidato a presidente (1998, 2002, 2018 e 2022).
"Eu não sei o que resta de lembrança no povo brasileiro da minha caminhada já de quatro eleições. Mas a minha angústia com o Brasil não me permite descartar pura e simplesmente [a possibilidade de ser candidato]. E o meu respeito e os meus deveres com o Ceará também não me permitem aceitar prontamente o desafio. Amadureçamos [a proposta]", afirmou.
Pesa sobre Ciro o fracasso da candidatura nas eleições de 2022, quando teve o pior desempenho de todas as disputas presidenciais e terminou com só 3,04% dos votos, atrás da estreante Simone Tebet. No auge, em 2018, marcou 12,5% - mas terminou rompido em definitivo com o PT.
Em pesquisa Datafolha conduzida em março, Ciro liderava a corrida pelo governo cearense com 47% das intenções de voto, contra 32% do atual governador Elmano de Freitas (PT). A vantagem de Ciro a despeito da briga pública com o ex-aliado Camilo Santana (PT-CE) e até o próprio irmão, o senador Cid Gomes (PSB-CE), ligou um alerta no Planalto, que escalou Camilo para coordenar a campanha de Elmano à reeleição.
Terceira Via
Se topar a empreitada, Ciro se somará as fileiras hoje capitaneadas por Ronaldo Caiado (PSD) na tentativa de viabilizar uma candidatura competitiva fora dos campos de força lulista e bolsonarista, representado pelo filho mais velho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL).
Uma das vantagens seria o direito de ser convidado para debates presidenciais. Hoje, além de Lula e Flávio, só Caiado e o escritor Augusto Cury (Avante) estão abrigados em legendas com mais de 5 representantes no Congresso Nacional, exigência dos veículos de comunicação para o convite. O fim da janela partidária elevou o PSDB a 18 deputados e 3 senadores. Aécio disse que os tucanos devem disputar o governo em ao menos 7 Estados.









