Justiça

Mulher acusada de cortar o órgão genital e matar companheiro após abuso contra filha é absolvida em MG

Jurados consideraram ré inocente após defesa alegar que crime ocorreu para proteger filha de abuso

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Antonio Souza
Mulher no tribunal formado por quatro homens e 3 mulheres | Marcelo Almeida / TJMG

Mulher no tribunal formado por quatro homens e 3 mulheres | Marcelo Almeida / TJMG

Uma mulher acusada de cortar o órgão genital e matar o companheiro em Belo Horizonte foi absolvida pelo júri popular do 2º Tribunal do Júri da capital mineira.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (24), quando o Conselho de Sentença considerou a ré inocente das acusações.

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Segundo denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime aconteceu em março do ano passado, no bairro Taquaril, na região leste da cidade.

A acusação apontava que a mulher teria dopado o companheiro, Everton Amaro da Silva, de 47 anos, e, em seguida, cortado seu membro, cometido o homicídio e ateado fogo ao corpo.

A denúncia ainda diz que a acusada contou com a ajuda de um adolescente para arrastar o corpo até uma área de mata, onde parte das ações teria ocorrido. Ela respondia por destruição de cadáver e corrupção de menor.

O que disse a defesa?

Em depoimento no tribunal, a mulher afirmou que agiu após descobrir que o companheiro teria cometido abuso contra a filha dela, que tinha 11 anos na época.

Segundo o relato, na madrugada do crime, ela encontrou o homem tentando atacar a criança e reagiu.

O caso foi analisado por um júri popular, formado por quatro homens e três mulheres. Ao final da sessão, os jurados consideraram a mulher inocente.

Com base na decisão, a juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti julgou improcedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público.

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