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EUA atacam instalações de mísseis iranianas perto do Estreito de Ormuz

Comando Central norte-americano afirmou ter usado múltiplas munições de penetração profunda que pesam mais de 2,2 quilos

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Navio navega perto do Estreito de Ormuz | Foto: Reuters/Stringer

Os Estados Unidos informaram ter atacado, na noite desta terça-feira (17), instalações de mísseis iranianas perto do Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito pelo Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), responsável por operações no Oriente Médio.

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Em publicação no X, o Centcom afirmou ter usado múltiplas munições de penetração profunda que pesam mais de 2,2 quilos. O órgão disse ainda que mísseis de cruzeiro antinavio iranianos ao longo da costa do Irã representavam um risco para a navegação internacional no estreito.

Munições de penetração profunda são projetadas para atravessar materiais muito resistentes, como concreto espesso, aço, solo compactado ou estruturas reforçadas. Em vez de detonar ao impacto, elas penetram primeiro e só depois explodem dentro do alvo.

Um oficial americano informou que as munições usadas eram da espécie GBU-72 Advanced 5K Penetratorl. A bomba, conhecida como "antibunker" (por sua capacidade de destruir bunkers), foi lançada por aeronaves dos EUA pela primeira vez em 2021.

O Estreito de Ormuz, importante rota marítima, está fechado desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. Na segunda-feira (16), o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central, afirmou que os EUA continuarão a reduzir "a capacidade do Irã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz", mas não detalhou um plano de ação para a reabertura do canal.

O presidente dos EUA, Donald Trump, está exigindo que seus aliados o ajudem a liberar a passagem para petroleiros no Golfo, mas, por enquanto, as respostas não têm sido positivas. Governos da Alemanha, Reino Unido, Grécia, Austrália e Japão, além de ministros das Relações Exteriores da União Europeia, descartaram enviar forças militares para a região.

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