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Após aliados europeus negarem apoio, Trump dispara: "Não precisamos de ninguém"

Declaração ocorre após aliados da Otan recusarem participar da segurança no Estreito de Ormuz em meio à escalada do conflito no Oriente Médio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que o país não precisa do apoio de aliados da Otan na guerra contra o Irã. A declaração foi feita um dia após integrantes da aliança indicarem que não pretendem participar de uma operação para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.

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Em publicação na rede social Truth Social, Trump disse que os Estados Unidos foram informados por “a maioria de nossos aliados da Otan” de que eles não querem se envolver na operação militar americana contra o que chamou de “regime terrorista do Irã”. Segundo o presidente, apesar da recusa em participar diretamente do conflito, muitos países concordam que Teerã não pode obter uma arma nuclear.

Trump afirmou ainda que, diante do que classificou como sucesso militar dos EUA, o país não precisa nem deseja o apoio de aliados. “Falando como presidente dos Estados Unidos — de longe o país mais poderoso do mundo — nós não precisamos da ajuda de ninguém”, escreveu.

Mais tarde, durante uma coletiva de imprensa, o republicano voltou a criticar a posição europeia e disse que a decisão de não participar da operação é um “erro muito tolo”. “Todos concordam conosco, mas não querem ajudar. E nós, como Estados Unidos, temos que lembrar disso”, declarou.

As negativas vieram depois de Trump afirmar que países que dependem do petróleo produzido no Golfo deveriam assumir a responsabilidade de proteger o corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa da energia consumida no mundo.

Localizado entre o Irã e Omã, o Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente passa pela região. Desde o fim de fevereiro, porém, o tráfego de navios foi drasticamente reduzido após o início de uma operação militar coordenada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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