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Caso Gisele: interrogatório de tenente será em 28 de agosto

Geraldo Leite é réu por feminicídio e fraude processual no caso da morte da PM Gisele Alves Santana

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Antonio Souza, Agência SBT
Tenente-coronel e soldado Gisele | Reprodução

Tenente-coronel e soldado Gisele | Reprodução

O interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu por feminicídio e fraude processual pela morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, em fevereiro, será realizado em 28 de agosto de 2026. A informação foi confirmada por José Miguel, advogado da família de Gisele.

O depoimento estava marcado para 3 de julho, mas foi remarcado depois que a defesa solicitou a complementação do laudo pericial pelo Instituto de Criminalística.

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Com a realização da perícia complementar, o interrogatório será a próxima etapa da instrução processual. Depois dessa fase, a Justiça deverá decidir se o tenente-coronel será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Relembre o caso

A PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento onde morava com o marido, tenente-coronel da corporação | Reprodução
A PM Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta no apartamento onde morava com o marido, tenente-coronel da corporação | Reprodução

Gisele Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia, no bairro do Brás, na região central de São Paulo, em 18 de fevereiro de 2026. O principal suspeito é o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, então marido de Gisele.

Inicialmente, o Geraldo afirmou que a esposa havia cometido suicídio enquanto ele tomava banho. A investigação da Polícia Civil e os laudos periciais, porém, contestaram essa versão.

Segundo documentos obtidos pelo SBT News, a perícia concluiu que a policial teria sido surpreendida por trás e imobilizada antes do disparo.

Os investigadores também apontaram indícios de manipulação da cena do crime, como vestígios de sangue incompatíveis com a hipótese de suicídio e sinais de tentativa de ocultação de provas.

Acusação do Ministério Público

Após denúncia do Ministério Público, a Justiça aceitou a acusação e tornou Geraldo Leite réu em 18 de julho.

Ele responde por feminicídio qualificado, cometido em contexto de violência doméstica, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

O tenente-coronel também responde por fraude processual, por suposta tentativa de alterar a cena do crime.

Geraldo Leite está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo.

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