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Flávio questiona 'saidinha'; Lula rebate com caso Ana Clara

Flávio acusou Lula de ignorar vítimas de crimes; petista rebateu com suposta interferência de Flávio em julgamento de policial acusado de matar menina de 5 anos

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Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) em debate da Globo | Globo/ Manoella Mello

Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) em debate da Globo | Globo/ Manoella Mello

O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (RJ), voltou a questionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta sexta-feira (23), durante debate da TV Globo, sobre o fato de que o petista é um defensor do benefício penitenciário conhecido como "saidinha" — que permite aos detentos deixarem a cadeia durante datas festivas.

Em resposta, o petista recorreu ao caso da menina Ana Clara, de 5 anos, que foi morta a tiros, em 2 de fevereiro de 2021, em uma comunidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Sobre isso, Lula acusou o candidato do PL de atuar para impedir o julgamento de um policial que foi acusado de disparar o tiro de fuzil que matou a criança.

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O embate entre os dois começou depois que Flávio afirmou que Lula já se posicionou pela manutenção das chamadas "saidinhas" e citou a morte de um sargento da Polícia Militar em Minas Gerais. Também criticou a posição do presidente sobre a redução da maioridade penal e a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

"Você é contra a redução da maioridade penal, contra classificar PCC e PV como organizações terroristas. Por que você não coloca os interesses das vítimas na frente dos interesses dos bandidos?", perguntou.

Ao responder, Lula citou especificamente a mãe de Ana Clara, que foi convidada pela campanha petista a integrar a plateia do debate presencialmente. Após mencionar a mãe da menina, Cristiane, o petista cobrou explicações sobre a atuação de Flávio no caso. Segundo o presidente, o julgamento do policial estava previsto para o dia 21, mas não ocorreu por interferência do senador.

O senador, por sua vez, disse não conseguir imaginar a dor de perder uma filha e afirmou confiar que o policial não foi o autor do disparo.

"Ana Clara, eu quero falar para a senhora, prestar de verdade minha solidariedade, foi uma tragédia o que aconteceu, eu não consigo imaginar o que é perder uma filha de 5 anos de idade. Eu tenho uma filha de 14 e outra de 12", afirmou. "Eu quero ajudar a senhora, inclusive, a saber quem foi o autor desse disparo. Porque eu tenho a confiança que não foi esse policial, ele sequer foi julgado ainda."

Flávio sustentou que a morte ocorreu durante uma troca de tiros em uma comunidade dominada pelo tráfico de drogas. Também responsabilizou o governo federal pela entrada de fuzis no país e acusou Lula de adotar uma política de desencarceramento.

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