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A conclusão da Polícia Civil, que pediu a prisão preventiva de Geraldo, é que o tenente-coronel matou a mulher e alterou a cena do crime. O oficial da PM foi indiciado por feminicídio e fraude processual. No início da noite, a Corregedoria da PM também pediu a prisão preventiva de Geraldo à Justiça Militar.
Gisele foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro. O tenente-coronel disse que a soldado se matou, enquanto ele estava no banho, depois de uma conversa sobre um possível divórcio. A soldado teria usado a arma do marido.
A primeira farsa descoberta pelos peritos é desmontada pela posição do corpo de Gisele, quando os bombeiros chegaram. Ela estava caída no chão da sala, entre o móvel da TV e um sofá. A posição das pernas e dos pés, um deles embaixo do móvel, o local da poça de sangue, e a posição da arma, encaixada na mão de Gisele, para os peritos, são sinais evidentes de que a cena não era de um suicídio.
Os peritos derrubaram ainda uma outra mentira contada pelo tenente-coronel. Os legistas constataram que Gisele teve relação sexual antes de ser morta. Para justificar o fim do casamento, o oficial da PM disse em depoimento que os dois já não tinham mais um relacionamento e que dormiam em camas separadas havia 6 meses.
A versão sobre o momento da morte também foi atacada. Um primeiro laudo do Instituto Médico Legal (IML) já havia encontrado no pescoço e no rosto de Gisele marcas "de lesões contundentes por meio de pressão digital e escoriação", ou seja, ela teria sofrido uma espécie de esganadura. Agora, os peritos concluíram que ela foi imobilizada pelo pescoço, e que estava desmaiada no momento do disparo. Vestígios de sangue foram encontrados no banheiro e em outros cômodos do apartamento.
O comportamento do oficial da PM também chamou a atenção dos investigadores. Uma vizinha disse que ouviu o disparo às 7h30 da manhã, mas o tenente-coronel só fez a primeira ligação para pedir socorro meia hora mais tarde.
Afastado das funções na PM e agora com reais chances de ir pra cadeia, o tenente-coronel foi visto, no fim da tarde desta terça-feira, caminhando, tranquilamente, no condomínio onde mora, em São José dos Campos, no interior paulista.
O relatório final da investigação foi entregue ao Ministério Público. Tudo será decidido por duas mulheres. A promotora Ingrid Maria Bertolino Braido vai decidir se denuncia o tenente-coronel à Justiça por feminicídio e fraude processual e se concorda com o pedido de prisão. A decisão será tomada pela juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, do 5° Tribunal do Júri da capital paulista.
A defesa do tentente-coronel afirmou que só vai se manifestar quando tiver acesso ao pedido de prisão.
Exclusivo: tenente-coronel teve relação sexual com soldado Gisele antes da morte delaPolícia Civil pediu a prisão preventiva de Geraldo Leite Rosa Neto por feminicídio e fraude processualCidades2026-03-17T22:30:59.812ZExames feitos por peritos da Polícia Científica revelaram que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teve relação sexual com a policial militar Gisele Alves Santana pouco antes da morte dela. A soldado foi . A conclusão da Polícia Civil, que pediu a prisão preventiva de Geraldo, é que o tenente-coronel matou a mulher e alterou a cena do crime. O oficial da PM foi indiciado por feminicídio e fraude processual. No início da noite, a Corregedoria da PM também pediu a prisão preventiva de Geraldo à Justiça Militar. Gisele foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro. O tenente-coronel disse que a soldado se matou, enquanto ele estava no banho, depois de uma conversa sobre um possível divórcio. A soldado teria usado a arma do marido. A primeira farsa descoberta pelos peritos é desmontada pela posição do corpo de Gisele, quando os bombeiros chegaram. Ela estava caída no chão da sala, entre o móvel da TV e um sofá. A posição das pernas e dos pés, um deles embaixo do móvel, o local da poça de sangue, e a posição da arma, encaixada na mão de Gisele, para os peritos, são sinais evidentes de que a cena não era de um suicídio. Os peritos derrubaram ainda uma outra mentira contada pelo tenente-coronel. Os legistas constataram que Gisele teve relação sexual antes de ser morta. Para justificar o fim do casamento, o oficial da PM disse em depoimento que os dois já não tinham mais um relacionamento e que dormiam em camas separadas havia 6 meses. A versão sobre o momento da morte também foi atacada. Um primeiro laudo do Instituto Médico Legal (IML) já havia encontrado no pescoço e no rosto de Gisele marcas "de lesões contundentes por meio de pressão digital e escoriação", ou seja, ela teria sofrido uma espécie de esganadura. Agora, os peritos concluíram que ela foi imobilizada pelo pescoço, e que estava desmaiada no momento do disparo. Vestígios de sangue foram encontrados no banheiro e em outros cômodos do apartamento. O comportamento do oficial da PM também chamou a atenção dos investigadores. Uma vizinha disse que ouviu o disparo às 7h30 da manhã, mas o tenente-coronel só fez a primeira ligação para pedir socorro meia hora mais tarde. Em busca de justiça, a família de Gisele fez vir à tona a perseguição que ela sofria no casamento. Afastado das funções na PM e agora com reais chances de ir pra cadeia, o tenente-coronel foi visto, no fim da tarde desta terça-feira, caminhando, tranquilamente, no condomínio onde mora, em São José dos Campos, no interior paulista. O relatório final da investigação foi entregue ao Ministério Público. Tudo será decidido por duas mulheres. A promotora Ingrid Maria Bertolino Braido vai decidir se denuncia o tenente-coronel à Justiça por feminicídio e fraude processual e se concorda com o pedido de prisão. A decisão será tomada pela juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, do 5° Tribunal do Júri da capital paulista. A defesa do tentente-coronel afirmou que só vai se manifestar quando tiver acesso ao pedido de prisão.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/exclusivo-tenente-coronel-teve-relacao-sexual-com-soldado-gisele-antes-da-morte-dela
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