Petroleiros começaram a passar pelo Estreito de Ormuz, diz Casa Branca
Declaração de assessor de Trump à CNBC ocorre em meio à pressão dos EUA por apoio de aliados na proteção da importante rota marítima



SBT News
com informações da Reuters
Navios petroleiros começaram a passar pelo Estreito de Ormuz, disse o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hasset, nesta terça-feira (17). Em entrevista à emissora CNBC, o funcionário afirmou ainda que o bloqueio imposto ao corredor marítimo pelo Irã após os ataques dos EUA e Israel em fevereiro, não prejudicaram a economia norte-americana e que a guerra deve terminar em "algumas semanas".
"Já se vê petroleiros começando a passar lentamente pelo estreito, e acho que isso é um sinal de quão pouco resta ao Irã", afirmou ele. "Estamos muito otimistas de que isso terminará em breve, e haverá repercussões nos preços depois de algumas semanas, quando os navios chegarem às refinarias."
As afirmações acontecem em meio à pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para que países aliados auxiliem na segurança da rota marítima - localizada entre o Irã e Omã e por onde passam aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente - depois que a guerra no Oriente Médio provocou a maior interrupção já registrada no fluxo de petróleo e fez o preço do barril ultrapassar US$ 100, pressionando a economia mundial.
Apesar de Trump afirmar que quaquer negativa dos países aliados seria "muito ruim para o futuro da Otan", na segunda-feira (17), representantes dos governos da Alemanha, Reino Unido, Grécia, Austrália e Japão descartaram enviar forças militares para a região. Ministros das Relações Exteriores da União Europeia também negaram o interesse da Europa de se envolver em uma guerra "que não é nossa".
No mesmo dia, Trump foi enfático ao afirmar que "não precisamos de ninguém" e que "somos a nação mais forte do mundo", e que seu pedido de ajuda foi um teste de solidariedade, para ver como os países europeus reagiriam, já que o fechamento do estreito pelo Irã eleva os preços do petróleo.
"Venho dizendo há anos que, se algum dia precisarmos deles, eles não estarão lá", disse o presidente dos EUA.








