MC Ryan SP é transferido para presídio no interior de São Paulo
Funkeiro está preso preventivamente por suposto envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro


SBT News
O funkeiro MC Ryan SP, preso preventivamente, foi transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Belém, na zona leste de São Paulo, para a Penitenciária II de Mirandópolis, no interior do estado.
Ryan é investigado por suposto envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Além dele, também são suspeitos e estão presos o MC Poze do Rodo e Raphael Oliveira, fundador da Choquei.
Segundo a investigação, os suspeitos teriam movimentado mais de R$ 1,6 bilhão em um esquema envolvendo apostas ilegais e tráfico internacional de drogas, com uso de empresas de fachada e “laranjas” para ocultar a origem dos recursos. O grupo está preso desde 15 de abril.
Entenda o esquema
A investigação indica que MC Ryan atuaria como “líder e beneficiário econômico” da organização.
Segundo a PF, ele estaria no centro do esquema, com participação no controle de empresas ligadas à produção musical e entretenimento, utilizadas para misturar receitas legais com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.
As apurações apontam que o grupo utilizava dinheiro de origem criminosa — inclusive do tráfico internacional de drogas — movimentado por meio de espécie, transferências bancárias e criptoativos, especialmente a Tether.
A combinação de operações financeiras formais, transporte de dinheiro em espécie e uso de ativos digitais aumentava a complexidade do esquema e dificultava o rastreamento dos valores.
O uso de criptomoedas também permitia a movimentação de recursos no exterior, reduzindo a capacidade de monitoramento pelas autoridades brasileiras e levantando suspeitas de evasão de divisas.
Os investigadores apontam ainda o uso de empresas para dar aparência legal aos valores movimentados, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.
Como resposta, a Justiça Federal determinou restrições societárias e o sequestro de bens ligados aos investigados, com o objetivo de interromper o fluxo financeiro.









