EUA fecham acordo para usar IAs de Google, Microsoft e Musk em guerras
Pentágono firmou contrato com oito das principais empresas de tecnologia do mundo; banida pelo governo, Anthropic ficou de fora


SBT News
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (1º) que firmou um contrato com sete empresas de inteligência artificial (IA) para implementar a tecnologia em suas redes internas de uso restrito.
Segundo o Pentágono, essa parceria “simplificará a síntese de dados, elevará a compreensão situacional e aprimorará a tomada de decisões dos militares em ambientes operacionais complexos”. O uso inclui o apoio em geoinformação, treinamento e ataque e defesa cibernética, entre outras funções.
A lista é formada por empresas como a SpaceX, do bilionário Elon Musk, a OpenAI, controladora do ChatGPT, além de Google, Microsoft e Amazon. Também inclui Nvidia, Reflection e Oracle. Já a Anthropic, responsável pelo Claude, segue na “lista negra” do governo americano por se recusar a permitir o uso de seu sistema para fins militares.
“Esses acordos aceleram a transformação rumo à consolidação das Forças Armadas dos Estados Unidos como uma força de combate com foco em IA e fortalecerão a capacidade de nossos combatentes em manter a superioridade decisória em todos os domínios da guerra”, disse o departamento em comunicado.
Conforme a Reuters, o contrato evidencia um movimento de crescente interesse dos Estados Unidos em incorporar a IA em sua estrutura militar e contornar a dependência anterior ao serviço da Anthropic. O processo de implementação dos modelos em sistemas de dados secretos e ultrassecretos passou de uma média de 18 meses para só 3 meses.
Atualmente, conforme o Pentágono, a plataforma oficial de inteligência artificial das Forças Armadas é a GenAI.mil. O serviço já foi usado por mais de 1,3 milhão de funcionários.
“Militares, civis e contratados estão colocando essas capacidades em prática agora mesmo, reduzindo muitas tarefas de meses para dias", disse o departamento.









