Israel diz ter matado chefe de segurança do Irã e líder da milícia Basij
Ataques durante a noite teriam matado Ali Larijani e Gholamreza Soleimani; Irã não confirma informações



SBT News
com informações da Reuters
O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, afirmou nesta terça-feira (17) que os militares israelenses mataram o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, em bombardeios aéreos durante a noite. Além dele, o líder da milícia paramilitar Basij, Gholamreza Soleimani, também teria sido morto pelas Forças de Defesa de Israel.
Se confirmada a informação, Larijani seria a figura mais importante a ser assassinada desde que o aiatolá Ali Khamenei foi morto no primeiro dia dos ataques aéreos israelenses e norte-americanos, em 28 de fevereiro.
Já a milícia Basij é uma força paramilitar sob o controle da Guarda Revolucionária Islâmica que é frequentemente usada para suprimir protestos dentro do Irã empregando violência extrema, prisões em massa e o uso da força contra manifestantes civis", segundo as Forças de Defesa de Israel.
A mídia estatal iraniana publicou uma nota escrita à mão por Larijani em homenagem aos marinheiros iranianos mortos em um ataque dos EUA, mas Teerã não fez nenhum comentário imediato sobre as declarações do governo israelense.
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse em um comunicado que havia ordenado "a eliminação de autoridades graduadas do regime iraniano".
A guerra de EUA e Israel contra o Irã está em sua terceira semana, com pelo menos 2.000 pessoas mortas e sem previsão de término. O Estreito de Ormuz continua praticamente fechado e os aliados dos EUA rejeitaram os apelos do presidente Donald Trump para que ajudassem a reabrir a hidrovia vital, por onde passam cerca de 20% do petróleo global e do gás natural liquefeito.
Os ataques de ambos os lados não diminuíram na terça-feira, com o Irã lançando mísseis contra Israel durante a noite, ressaltando que Teerã mantém a capacidade de realizar ataques de longo alcance.
As Forças Armadas israelenses disseram que tinham como alvo a "infraestrutura do regime iraniano" com uma nova onda de ataques em Teerã, bem como em locais do Hezbollah em Beirute, um dia depois de dizerem que haviam elaborado planos detalhados para pelo menos mais três semanas de guerra com o Irã.









