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Irã pode instalar minas no Estreito de Ormuz e aumentar tensão no Oriente Médio

Relatos de autoridades dos Estados Unidos indicam que Teerã já posicionou explosivos na rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial

O risco de escalada no conflito no Oriente Médio aumentou após relatos de que o Irã pode instalar minas navais no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

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Segundo informações de funcionários do governo dos Estados Unidos ouvidos pela agência de notícias Reuters, o Irã já teria colocado 12 explosivos na região. A medida elevaria o risco para navios que atravessam o estreito, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente.

O estreito liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. A rota é considerada um ponto crítico para o comércio internacional de energia, pois concentra o tráfego de petroleiros que transportam petróleo de países do Oriente Médio para mercados da Ásia, Europa e América.

Qualquer ameaça à navegação na área pode provocar impactos imediatos nos preços do petróleo e na economia global.

Pesquisadores ligados à Universidade do Texas estimam que o Irã tenha cerca de duas mil minas navais em seu arsenal. Esses dispositivos podem ser posicionados no fundo do mar ou próximos à superfície e são projetados para atingir embarcações que passam pela região.

Existem diferentes tipos de minas, com mecanismos de detonação variados, que podem ser ativados por contato direto com navios ou por sensores que detectam a presença de embarcações.

Até o momento, o governo do Irã não comentou oficialmente as acusações feitas por autoridades dos Estados Unidos sobre a possível instalação de minas no Estreito de Ormuz.

A região já foi palco de diversos episódios de tensão envolvendo forças navais e ataques a navios comerciais.

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