Aviões ficam a apenas 22 metros de distância em Congonhas (SP) e caso será investigado pela FAB
Aeronaves ficaram abaixo do padrão mínimo de segurança, que é de 1.000 pés (cerca de 300 metros)


Dayres Vitória
Emanuelle Menezes
Dois aviões comerciais ultrapassaram a distância mínima de segurança durante operação no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e ficaram separados por cerca de 22 metros verticalmente um do outro, na manhã desta quinta-feira (30).
A ocorrência envolveu um Boeing 737-800, da Gol, e um Embraer 195-E2, da Azul, por volta das 11h35. O avião da Gol vinha de Salvador e arremeteu durante o pouso em Congonhas. No mesmo momento, a aeronave da Azul decolava com destino a Belo Horizonte.
As aeronaves ficaram abaixo do padrão considerado seguro, que é de 1.000 pés (cerca de 300 metros). O caso agora é investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com a FAB, investigadores do Cenipa foram acionados para realizar a chamada "Ação Inicial", etapa que reúne e preserva dados para apuração do caso. Nesse processo, técnicos analisam informações operacionais, possíveis danos e outros elementos que ajudem a esclarecer o que aconteceu durante a manobra no aeroporto paulistano.
Procurada, a Aena Brasil, concessionária que administra o Aeroporto de Congonhas, informou que a gestão do espaço aéreo no país é de responsabilidade do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão ligado à FAB.
O que dizem Gol e Azul
Em nota, a Gol informou que o avião pousou em segurança e dentro do horário previsto. A companhia afirmou ainda que está colaborando com as investigações.
"A GOL reforça que as ações em relação ao voo foram tomadas com foco na Segurança, valor número 1 da GOL", disse a empresa.
Já a Azul declarou que o voo AD6408, que partia de Congonhas com destino a Confins, seguiu os procedimentos operacionais previstos para decolagem.
"A Companhia reforça que a segurança é seu valor primordial, e que as suas operações são conduzidas de acordo com protocolos e regulamentações vigentes", afirmou a empresa, que também disse estar à disposição do Cenipa.









