Justiça

“Medida condicionada a rigoroso monitoramento e a uma série de cautelas”, diz Moraes sobre cirurgia de Bolsonaro

Ministro do STF autorizou procedimento ao destacar necessidade médica e impor regras de segurança durante internação

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Warley Júnior
01/05/2026, 13:46 • Atualizado em 01/05/2026, 13:46
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O ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF | Divulgação/Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes em sessão plenária do STF | Divulgação/Ton Molina/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a autorização para a cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está condicionada a “rigoroso monitoramento e a uma série de cautelas”. A declaração consta na decisão que permitiu o procedimento, a ser realizado nesta sexta-feira (1º), em Brasília.

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Bolsonaro foi internado pela manhã para a realização de uma cirurgia no ombro direito. Antes do procedimento, ele passou por exames preparatórios. Segundo a defesa, o ex-presidente apresenta dor persistente e limitação de movimentos, além de fazer uso diário de analgésicos.

De acordo com a decisão, a necessidade da cirurgia foi comprovada por relatórios médicos e fisioterapêuticos, que apontam dores recorrentes e indicam lesões que exigem reparação cirúrgica. O documento também atesta que Bolsonaro está apto para o procedimento.

O pedido foi apresentado ao STF na semana passada. Como Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, a realização da cirurgia dependia de autorização judicial. A medida foi concedida com base no direito à saúde e na garantia de acesso a tratamento médico adequado, mesmo em situação de custódia.

Na decisão, Moraes determinou que o ex-presidente seja escoltado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) durante o deslocamento ao hospital e permaneça sob vigilância durante toda a internação. As visitas foram suspensas, com exceção da esposa, Michelle Bolsonaro, que está autorizada a acompanhá-lo.

A defesa deverá apresentar um relatório médico detalhado em até 48 horas após a cirurgia. O descumprimento das condições estabelecidas poderá levar à reavaliação da prisão domiciliar.

Antes da autorização, Bolsonaro ficou internado por duas semanas no mesmo hospital, onde tratou um quadro de broncopneumonia.

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