“Medida condicionada a rigoroso monitoramento e a uma série de cautelas”, diz Moraes sobre cirurgia de Bolsonaro
Ministro do STF autorizou procedimento ao destacar necessidade médica e impor regras de segurança durante internação

Warley Júnior
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a autorização para a cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está condicionada a “rigoroso monitoramento e a uma série de cautelas”. A declaração consta na decisão que permitiu o procedimento, a ser realizado nesta sexta-feira (1º), em Brasília.
Bolsonaro foi internado pela manhã para a realização de uma cirurgia no ombro direito. Antes do procedimento, ele passou por exames preparatórios. Segundo a defesa, o ex-presidente apresenta dor persistente e limitação de movimentos, além de fazer uso diário de analgésicos.
De acordo com a decisão, a necessidade da cirurgia foi comprovada por relatórios médicos e fisioterapêuticos, que apontam dores recorrentes e indicam lesões que exigem reparação cirúrgica. O documento também atesta que Bolsonaro está apto para o procedimento.
O pedido foi apresentado ao STF na semana passada. Como Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, a realização da cirurgia dependia de autorização judicial. A medida foi concedida com base no direito à saúde e na garantia de acesso a tratamento médico adequado, mesmo em situação de custódia.
Na decisão, Moraes determinou que o ex-presidente seja escoltado pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) durante o deslocamento ao hospital e permaneça sob vigilância durante toda a internação. As visitas foram suspensas, com exceção da esposa, Michelle Bolsonaro, que está autorizada a acompanhá-lo.
A defesa deverá apresentar um relatório médico detalhado em até 48 horas após a cirurgia. O descumprimento das condições estabelecidas poderá levar à reavaliação da prisão domiciliar.
Antes da autorização, Bolsonaro ficou internado por duas semanas no mesmo hospital, onde tratou um quadro de broncopneumonia.









