MJ tem atuação criticada no Planalto e aliados defendem Messias para assumir
Após derrota ao STF, nome do chefe da AGU ganha força para substituir Wellington em meio a queixas de Lula sobre desempenho na Justiça


Hariane Bittencourt
Após a rejeição para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), aliados do presidente Lula (PT) passaram a defender a nomeação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
No Palácio do Planalto, interlocutores afirmam que não há decisão tomada, mas reconhecem que o movimento ganhou força nos últimos dias. A articulação ocorre em meio à insatisfação de Lula com o desempenho do atual ministro, Wellington César Lima e Silva.
Segundo aliados, o presidente tem relatado a ministros incômodo com a atuação de Wellington, considerado discreto à frente de uma pasta estratégica. O Ministério da Justiça é responsável, por exemplo, pela Polícia Federal, que conduz investigações de grande repercussão, como as relacionadas ao Caso Master.
Em ano eleitoral, a segurança pública é uma das principais preocupações do governo. A gestão busca reforçar a agenda de combate ao crime organizado, destravar a PEC da Segurança Pública no Congresso e responder a críticas da oposição, lideradas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nesse cenário, aliados avaliam que a eventual ida de Messias para a Justiça atenderia a dois objetivos: fortalecer o ministério e dar novo destino político ao chefe da AGU. A permanência dele no cargo ficou incerta após a rejeição no Senado, na quarta-feira (29), para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF.
Entre integrantes do governo, a leitura é que Messias foi alvo da polarização política e de uma articulação da oposição para enviar um recado ao Planalto. A interlocutores, como mostrou o SBT News, ele afirmou que seu "ciclo está no fim".
Messias chegou a tratar do futuro com Lula e foi aconselhado a evitar decisões imediatas antes de definir os próximos passos.









