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Diretor russo tem estatueta do Oscar 2026 extraviada em voo; prêmio é localizado na Alemanha

Pavel Talankin, vencedor por “Mr. Nobody Against Putin”, foi obrigado a despachar o objeto antes do voo

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Diretor russo Pavel Talankin no Oscar | Reprodução redes sociais
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A estatueta do Oscar 2026 pertencente ao diretor russo Pavel Talankin, vencedor de melhor documentário este ano por "Mr. Nobody Against Putin", foi localizada após desaparecer durante um voo de Nova York para a Alemanha. A informação foi confirmada pela companhia aérea alemã Lufthansa nesta sexta-feira (1).

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Segundo o codiretor do filme, David Borenstein, Talankin foi obrigado a despachar o prêmio antes de embarcar no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, com destino a Frankfurt. Em uma publicação no Instagram, Borenstein contou que agentes da Administração de Segurança de Transportes (TSA) consideraram a estatueta, que pesa cerca de 3,8 kg, uma possível ameaça à segurança. Depois de ser colocada em uma caixa e enviada ao porão da aeronave, a estatueta desapareceu.

"Podemos confirmar que a estatueta do Oscar foi localizada e está em segurança sob nossos cuidados em Frankfurt. Estamos em contato direto com o convidado para providenciar sua devolução o mais rápido possível", informou um porta-voz da Lufthansa. "A companhia lamenta o inconveniente causado e pede desculpas ao proprietário. O manuseio cuidadoso e seguro dos pertences de nossos passageiros é de extrema importância. Uma investigação interna sobre o caso está em andamento", acrescentou.

"No aeroporto, um agente da Segurança dos Transportes dos Estados Unidos (Transportation Security Administration - TSA) o parou e disse que o Oscar poderia ser usado como arma", relatou Borenstein. "Pavel não tinha uma mala para despachar o prêmio, então a TSA colocou a estatueta em uma caixa e a enviou para o porão do avião", disse, ao compartilhar imagens do momento. A TSA não respondeu ao pedido de comentário feito pela Reuters.

Em entrevista ao site Deadline, após chegar à Alemanha, na quinta-feira (30 de abril), Talankin afirmou que a situação é "completamente incompreensível". Segundo ele, em outras viagens, já havia transportado o prêmio na cabine sem qualquer problema.

Documentário

O documentário dirigido por Talankin e Borenstein reúne dois anos de filmagens feitas em uma escola na região de Chelyabinsk, na Rússia, e mostra como estudantes foram expostos a mensagens favoráveis à guerra promovida pelo presidente Vladimir Putin na Ucrânia.

Talankin, de 35 anos, deixou a Rússia em 2024 e defende o filme como um registro do período, ao retratar como "toda uma geração se tornou raivosa e agressiva".

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