Sánchez diz que não aceitará resultado de eleição no Peru
Partido de candidato esquerdista alega que processo eleitoral não apresenta o nível de transparência necessário para refletir a escolha do eleitorado
Sofia Pilagallo
Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, candidatos à presidência do Peru | Fotos: Reuters/Reuters
O Juntos por el Perú (Juntos pelo Peru), partido do candidato esquerdista Roberto Sánchez, afirmou que não reconhecerá o resultado final das eleições presidenciais do Peru. A legenda alega que o processo eleitoral não apresenta o nível de transparência necessário para refletir a escolha do eleitorado.
Com mais de de 99% das urnas apuradas, Sánchez aparece atrás da adversária, Keiko Fujimori, alinhada à extrema direita. A diferença entre os dois é de aproximadamente 35 mil votos, o equivalente a cerca de 0,2 ponto percentual. Apesar do estágio avançado da contagem, as autoridades eleitorais ainda não proclamaram oficialmente o vencedor da disputa.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Diante desse cenário, o partido convocou uma manifestação para a próxima quarta-feira (17), em Lima, além de novos atos ao longo da semana em diferentes localidades. Já no último sábado (13), coletivos, sindicatos e apoiadores do candidato de esquerda se reuniram na Praça San Martín, no centro da capital, e seguiram em marcha até a sede do Jurado Nacional de Eleições (JNE).
Um dia antes, na sexta-feira (12), Sánchez usou as redes sociais para defender a revisão das atas eleitorais. O candidato pediu a recontagem de todos os documentos que possam ser analisados dentro dos limites previstos pela legislação, argumentando que a pequena margem que o separa de Keiko justificava uma nova verificação dos registros.
Sánchez também fez um apelo público à adversária para que apoiasse o processo de revisão e recontagem dos votos. O vice da chapa de Keiko, Luis Galarreta, rejeitou a proposta logo após o convite. Dois dias depois, a própria candidata se manifestou e ressaltou que não apoiaria uma recontagem total dos votos.
Durante a apuração do segundo turno presidencial, o JEE informou que 1.595 atas eleitorais estavam sob análise por possíveis inconsistências. O número representa cerca de 1,7% das aproximadamente 92,7 mil atas registradas no processo eleitoral peruano. Novas atas poderão ser submetidas à recontagem caso o JNE considere necessário.
Embora o volume de atas questionadas seja pequeno em relação ao total do sistema eleitoral peruano, seu impacto pode ser relevante em uma disputa tão apertada. A expectativa é que o resultado oficial seja conhecido apenas em meados de julho, após a análise de recursos, contestações e eventuais recontagens apresentadas pelas campanhas.
A legislação peruana prevê a recontagem de votos em diferentes situações. Entre elas estão os casos em que o número de cédulas não coincide com o total de eleitores registrados na mesa; quando há divergências entre os votos registrados na ata e os encontrados na urna; ou quando impugnações apresentadas por partidos são aceitas pelas autoridades eleitorais.
Lentidão
A lentidão na divulgação dos resultados é uma característica recorrente das eleições peruanas. Diferentemente do Brasil, que utiliza urnas eletrônicas, o Peru adota cédulas de papel. Após o fim da votação, os votos são contados manualmente pelas mesas eleitorais, que também preenchem as atas antes do envio dos documentos para processamento pela ONPE.
Além da contagem manual, a apuração pode ser atrasada pela necessidade de revisar atas com inconsistências, erros de preenchimento ou questionamentos apresentados por fiscais e partidos políticos. O desafio é ainda maior em regiões remotas dos Andes e da Amazônia, onde o transporte do material eleitoral pode levar mais tempo.
A demora na apuração dos votos já havia sido observada no primeiro turno das eleições deste ano. O primeiro turno ocorreu em 12 de abril, mas o resultado oficial só foi declarado pelo órgão eleitoral máximo, o JNE (Jurado Nacional de Electores) mais de um mês depois, em 17 de maio.
A eleição presidencial de 2021, disputada entre Pedro Castillo e Keiko Fujimori, entrou para a história recente do Peru como a que levou mais tempo para ter um vencedor oficialmente proclamado. Embora o segundo turno tenha sido realizado em 6 de junho, o resultado só foi confirmado pelo Júri Nacional de Eleições (JNE) em 19 de julho, 43 dias após a votação.
Sánchez diz que não aceitará resultado de eleição no PeruPartido de candidato esquerdista alega que processo eleitoral não apresenta o nível de transparência necessário para refletir a escolha do eleitoradoMundo2026-06-17T00:34:52.169ZO Juntos por el Perú (Juntos pelo Peru), partido do candidato esquerdista Roberto Sánchez, afirmou que não reconhecerá o resultado final das eleições presidenciais do Peru. A legenda alega que o processo eleitoral não apresenta o nível de transparência necessário para refletir a escolha do eleitorado. Com mais de de 99% das urnas apuradas, Sánchez aparece atrás da adversária, Keiko Fujimori, alinhada à extrema direita. A diferença entre os dois é de aproximadamente 35 mil votos, o equivalente a cerca de 0,2 ponto percentual. Apesar do estágio avançado da contagem, as autoridades eleitorais ainda não proclamaram oficialmente o vencedor da disputa. Diante desse cenário, o partido convocou uma manifestação para a próxima quarta-feira (17), em Lima, além de novos atos ao longo da semana em diferentes localidades. Já no último sábado (13), coletivos, sindicatos e apoiadores do candidato de esquerda se reuniram na Praça San Martín, no centro da capital, e seguiram em marcha até a sede do Jurado Nacional de Eleições (JNE). Um dia antes, na sexta-feira (12), . O candidato pediu a recontagem de todos os documentos que possam ser analisados dentro dos limites previstos pela legislação, argumentando que a pequena margem que o separa de Keiko justificava uma nova verificação dos registros. Sánchez também fez um apelo público à adversária para que apoiasse o processo de revisão e recontagem dos votos. O vice da chapa de Keiko, Luis Galarreta, rejeitou a proposta logo após o convite. Dois dias depois, a própria candidata se manifestou e ressaltou que não apoiaria uma recontagem total dos votos. Durante a apuração do segundo turno presidencial, o JEE informou que 1.595 atas eleitorais estavam sob análise por possíveis inconsistências. O número representa cerca de 1,7% das aproximadamente 92,7 mil atas registradas no processo eleitoral peruano. Novas atas poderão ser submetidas à recontagem caso o JNE considere necessário. Embora o volume de atas questionadas seja pequeno em relação ao total do sistema eleitoral peruano, seu impacto pode ser relevante em uma disputa tão apertada. A expectativa é que o resultado oficial seja conhecido apenas em meados de julho, após a análise de recursos, contestações e eventuais recontagens apresentadas pelas campanhas. A legislação peruana prevê a recontagem de votos em diferentes situações. Entre elas estão os casos em que o número de cédulas não coincide com o total de eleitores registrados na mesa; quando há divergências entre os votos registrados na ata e os encontrados na urna; ou quando impugnações apresentadas por partidos são aceitas pelas autoridades eleitorais. Lentidão A lentidão na divulgação dos resultados é uma característica recorrente das eleições peruanas. Diferentemente do Brasil, que utiliza urnas eletrônicas, o Peru adota cédulas de papel. Após o fim da votação, os votos são contados manualmente pelas mesas eleitorais, que também preenchem as atas antes do envio dos documentos para processamento pela ONPE. Além da contagem manual, a apuração pode ser atrasada pela necessidade de revisar atas com inconsistências, erros de preenchimento ou questionamentos apresentados por fiscais e partidos políticos. O desafio é ainda maior em regiões remotas dos Andes e da Amazônia, onde o transporte do material eleitoral pode levar mais tempo. A demora na apuração dos votos já havia sido observada no primeiro turno das eleições deste ano. O primeiro turno ocorreu em 12 de abril, mas o resultado oficial só foi declarado pelo órgão eleitoral máximo, o JNE (Jurado Nacional de Electores) mais de um mês depois, em 17 de maio. A eleição presidencial de 2021, disputada entre Pedro Castillo e Keiko Fujimori, entrou para a história recente do Peru como a que levou mais tempo para ter um vencedor oficialmente proclamado. Embora o segundo turno tenha sido realizado em 6 de junho, o resultado só foi confirmado pelo Júri Nacional de Eleições (JNE) em 19 de julho, 43 dias após a votação.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/sanchez-diz-que-nao-aceitara-resultado-da-eleicao
Ministro do STF determinou que votação presidencial vá até 19h e esclareceu que decisão só se aplica nas seções em que boletins de urna não foram emitidos
Antes de decisão do STF que estendeu votação até as 19h, presidente do TSE havia dado 30 minutos para órgãos prestarem informações sobre transporte público