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Sánchez pede recontagem no Peru após disputa apertada

Candidato solicita revisão de atas após diferença de 1.551 votos para Fujimori; pleito segue indefinido e acirra tensão política

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Roberto Sánchez, candidato da esqueda à Presidência do Peru | Reuters

Roberto Sánchez, candidato da esqueda à Presidência do Peru | Reuters

Roberto Sánchez, candidato à Presidência do Peru, pediu nesta sexta-feira (12) a recontagem dos votos “em todas as atas que a legislação permita revisar”, diante da pequena diferença em relação à adversária Keiko Fujimori.

Às 17h55 (horário de Brasília), Fujimori aparecia à frente com 50,004% dos votos, contra 49,996% de Sánchez, uma diferença de 1.551 votos.

Em publicação na rede social X, Sánchez afirmou que a margem reduzida exige máxima transparência no processo eleitoral e convidou a adversária a atuar conjuntamente pela revisão dos resultados.

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“Diante da extrema estreiteza do resultado eleitoral, quero formular publicamente um convite a Keiko Fujimori para nos reunirmos o mais breve possível e atuarmos em defesa da transparência e da confiança cidadã”, escreveu.

O candidato defendeu uma “revisão exaustiva” das atas dentro dos limites legais. Segundo ele, a diferença mínima de votos torna essencial eliminar qualquer dúvida sobre a vontade expressa nas urnas. “Quando a diferença é curtíssima entre milhões de votos, a transparência é uma obrigação democrática”, afirmou.

Sánchez também disse estar convencido de que a legitimidade do resultado é mais importante do que o vencedor em si. “O Peru precisa de uma certeza indiscutível do respeito à vontade popular”, completou.

Segundo turno das eleições presidenciais no Peru | Reprodução Alessandro Cinque/Reuters
Segundo turno das eleições presidenciais no Peru | Reprodução Alessandro Cinque/Reuters

Keiko Fujimori, por sua vez, é uma das principais lideranças da direita peruana. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, condenado por violações de direitos humanos e corrupção, ela busca mais uma vez chegar ao poder.

Já Sánchez, ligado a setores da esquerda, tem apoio de movimentos que defendem maior participação do Estado na economia e reformas institucionais. Ele também mantém vínculos com grupos associados ao ex-presidente Pedro Castillo, destituído e preso após tentar dissolver o Congresso em 2022.

O resultado final da eleição ainda permanece indefinido.

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