ONU reconhece tráfico de escravos como maior crime contra a humanidade
Resolução aprovada por maioria pede desculpas oficiais e criação de fundo para reparar danos históricos
Antonio Souza
Cerca de 12 milhões de africanos foram enviados à força para as Américas entre os séculos XVI e XIX | Freepik / Reprodução
A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira (25) uma resolução que reconhece o tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”.
O texto também recomenda que países considerem pedidos de desculpas e contribuam para medidas de reparação histórica.
A proposta foi aprovada com 123 votos favoráveis, 3 votos contrários e 52 abstenções, incluindo Portugal. Países de língua portuguesa como Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde votaram a favor e ajudaram a apoiar o texto.
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O documento propõe que os países considerem pedidos formais de desculpas. contribuam para um fundo de reparações e devolvam bens culturais e históricos retirados ao longo dos séculos
Também reforça a necessidade de cooperação internacional para enfrentar os impactos do tráfico de pessoas escravizadas.
Segundo a ONU, o tráfico transatlântico de africanos escravizados provocou uma ruptura profunda na história humana, com consequências que se estendem até hoje.
A resolução destaca que enfrentar essas injustiças é essencial para promover, direitos humanos, igualdade e justiça histórica
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a medida reforça o compromisso global com liberdade e justiça.
Já a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, destacou que reconhecer o passado é um passo necessário para construir sociedades mais justas e inclusivas.
Tráfico de escravos
O comércio transatlântico de escravos ocorreu entre os séculos XVI e XIX e foi responsável por um dos maiores deslocamentos forçados da história.
O sistema era baseado no chamado comércio triangular, que conectava Europa, África e Américas.
A maioria das pessoas escravizadas vinha da África Ocidental e era transportada em condições extremamente precárias, sendo tratada como mercadoria.
Segundo um estudo da Universidade de Cambridge na Inglaterra, cerca de 12 milhões de africanos foram enviados à força para as Américas durante esse período.
Os pesquisadores ressaltam que o número total de pessoas capturadas é ainda maior, já que milhões morreram antes mesmo de embarcar nos navios negreiros.
ONU reconhece tráfico de escravos como maior crime contra a humanidade Resolução aprovada por maioria pede desculpas oficiais e criação de fundo para reparar danos históricosMundo2026-03-26T05:12:42.304ZA Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou nesta quarta-feira (25) uma resolução que reconhece o tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”. O texto também recomenda que países considerem pedidos de desculpas e contribuam para medidas de reparação histórica. A proposta foi aprovada com 123 votos favoráveis, 3 votos contrários e 52 abstenções, incluindo Portugal. Países de língua portuguesa como Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde votaram a favor e ajudaram a apoiar o texto. + Pedido de desculpas e reparação histórica O documento propõe que os países considerem pedidos formais de desculpas. contribuam para um fundo de reparações e devolvam bens culturais e históricos retirados ao longo dos séculos Também reforça a necessidade de cooperação internacional para enfrentar os impactos do tráfico de pessoas escravizadas. Segundo a ONU, o tráfico transatlântico de africanos escravizados provocou uma ruptura profunda na história humana, com consequências que se estendem até hoje. + A resolução destaca que enfrentar essas injustiças é essencial para promover, direitos humanos, igualdade e justiça histórica O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a medida reforça o compromisso global com liberdade e justiça. Já a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, destacou que reconhecer o passado é um passo necessário para construir sociedades mais justas e inclusivas. Tráfico de escravos O comércio transatlântico de escravos ocorreu entre os séculos XVI e XIX e foi responsável por um dos maiores deslocamentos forçados da história. O sistema era baseado no chamado comércio triangular, que conectava Europa, África e Américas. A maioria das pessoas escravizadas vinha da África Ocidental e era transportada em condições extremamente precárias, sendo tratada como mercadoria. Segundo um estudo da Universidade de Cambridge na Inglaterra, cerca de 12 milhões de africanos foram enviados à força para as Américas durante esse período. Os pesquisadores ressaltam que o número total de pessoas capturadas é ainda maior, já que milhões morreram antes mesmo de embarcar nos navios negreiros. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/onu-reconhece-trafico-de-escravos-como-maior-crime-contra-a-humanidade
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