Eleições

Bens de presidenciáveis superam meio bi, sem contar Marçal

Valor se refere a 12 candidatos inscritos; na noite deste sábado o PRTB registrou a candidatura de Pablo Marçal, que está inelegível

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Ranier Bragon
Candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury

Candidato à Presidência pelo Avante, Augusto Cury

A disputa pelo Palácio do Planalto reunia, até às 19h deste sábado, 12 candidaturas registradas, com um total de bens declarados que supera meio bilhão de reais.

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Marçal, porém, está inelegível por decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Em 2024 ele havia declarado R$ 169 milhões em bens.

A assessoria do influenciador disse que o valor informado ao TSE está errado, mas não disse qual é o montante correto. Não houve também manifestação sobre a inelegibilidade.

Em relação aos 12 anteriormente inscritos, o escritor Augusto Cury (Avante), um dos autores brasileiros com mais livros vendidos no mundo, declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 242 milhões e é, entre esses, o mais rico.

Logo atrás vem o empresário e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com R$ 179 milhões.

O segundo pelotão de milionários é formado por Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, com R$ 52,6 milhões, e o candidato do nanico Democrata (ex-partido da Mulher), Veterinário Wilson Grassi, que informou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ter exatos R$ 50 milhões.

Sozinhos, Cury, Zema, Caiado e o candidato do Democrata concentram 97% de todo o patrimônio declarado pelos presidenciáveis.

Os dois nomes que lideram as pesquisas eleitorais informaram bens em valores bem inferiores: Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 8,2 milhões e o presidente Lula (PT), R$ 4,8 milhões.

Os candidatos dos nanicos esquerdistas PSTU e PCO, Hertz Dias e Rui Costa Pimenta, respectivamente, disseram não ter bens a declarar.

O sistema do TSE permite a consulta a declarações patrimoniais dos candidatos desde as eleições de 2004.

No caso de Lula, seu patrimônio nominal (sem correção pela inflação) era de R$ 839 mil em 2006, quando disputou e conquistou seu segundo mandato na Presidência. Flávio Bolsonaro também apresenta uma alta expressiva. Ele tinha declarado R$ 385 mil em 2006, ano em que se elegeu deputado estadual.

Veja a lista patrimonial informada pelos presidenciáveis:

Pablo Marçal (PRTB): R$ 7,2 bilhões (assessoria diz que número está errado, mas não informou ainda o valor correto)

- Augusto Cury (Avante): R$ 242,3 milhões

- Romeu Zema (Novo): R$ 178,7 milhões

- Ronaldo Caiado (PSD): R$ 52,6 milhões

- Wilson Grassi (Democrata): R$ 50 milhões

- Flávio Bolsonaro (PL): R$ 8,2 milhões

- Lula (PT): R$ 4,8 milhões

- Clariana Barão (DC): R$ 1,8 milhão

- Renan Santos (Missão): R$ 795 mil

- Edmilson Costa (PCB): R$ 454 mil

- Samara Martins (UP): R$ 33 mil

- Hertz Dias (PSTU): R$ 0

- Rui Costa Pimenta (PCO): R$ 0

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