Eleições

Dez presidentes de partidos sofrem derrota; seis são eleitos

Ciro Nogueira e Aécio Neves ficam fora do Senado, enquanto Rueda e outros 5 conquistam vagas na Câmara

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Ranier Bragon
À esquerda, Aécio Neves (PSDB), e à direita, Gilberto Kassab (PSD) | Reprodução

À esquerda, Aécio Neves (PSDB), e à direita, Gilberto Kassab (PSD) | Reprodução

Dez presidentes nacionais de partidos foram derrotados nas eleições deste domingo (4), enquanto outros seis conseguiram se eleger. Todos os vencedores conquistaram vagas na Câmara dos Deputados.

Aécio Neves, presidente do PSDB, e que em 2014 quase foi eleito presidente da República, ficou em sétimo na disputa ao Senado por Minas, com apenas 4,1% dos votos válidos.

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O resultado deixa Aécio sem mandato eletivo pela primeira vez desde 1986. Ele exerce atualmente mandato como deputado federal e já foi governador e senador por Minas Gerais.

Ciro Nogueira, presidente do PP, um dos maiores partidos do país, ficou em terceiro na disputa ao Senado pelo Piauí e não conseguiu se reeleger.

A derrota interrompe uma sequência de eleições de Ciro para o Senado. Ele havia conquistado o primeiro mandato em 2010 e sido reeleito em 2018.

Presidente nacional do PSB, João Campos perdeu a eleição para o governo de Pernambuco no primeiro turno para Raquel Lyra (PSD).

Cinco dirigentes partidários foram derrotados em chapas que disputaram a Presidência da República.

Renan Santos, presidente do Missão, obteve o melhor resultado entre eles. Ficou em quarto lugar, com 2,24% dos votos válidos.

Gilberto Kassab, presidente do PSD e candidato a vice de Ronaldo Caiado, integrou a chapa que terminou em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos.

Edmilson Costa (PCB), Suêd Haidar (candidata a vice de Wilson Grassi, do Democrata) e Rui Costa Pimenta (PCO) ficaram em 10º, 11º e 12º lugar, respectivamente.

O ex-prefeito do Recife, João Campos | Foto: Rodolfo Loepert
O ex-prefeito do Recife, João Campos | Foto: Rodolfo Loepert

Os seis presidentes partidários eleitos conquistaram vagas de deputado federal e, juntos, receberam 992.822 votos.

Baleia Rossi, presidente do MDB, teve a maior votação do grupo. Foi eleito por São Paulo com 239.124 votos.

Renata Abreu, presidente do Podemos, recebeu 199.100 votos. Marcos Pereira, presidente do Republicanos, obteve 196.681. Os dois também foram eleitos por São Paulo.

Antonio Rueda, presidente do União Brasil, foi eleito pelo Rio de Janeiro com 155.836 votos. Ele teve a oitava maior votação entre os candidatos a deputado federal no estado.

Edinho Silva, presidente do PT, conquistou uma vaga por São Paulo com 115.341 votos. Luis Tibé, presidente do Avante, foi eleito por Minas Gerais com 86.740.

Outros dois presidentes partidários concorreram à Câmara, mas não conquistaram vagas: Alex Manente, presidente do Cidadania, e Marcus Vinícius Neskau, presidente do PRD.

Um 17º presidente de partido, Leonardo Avalanche (PRTB), também lançou candidatura, mas acabou desistindo no final.

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