Patrimônio de Lula tem queda real de quase 50% em 4 anos
Ajustada à inflação do período, bens declarados pelo presidente tiveram desvalorização de 46,1%; em valores nominais, queda foi de 35,7%
Jessica Cardoso
O presidente Lula | Ricardo Stuckert
O patrimônio pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)caiu quase pela metade em quatro anos. Segundo a declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro de sua candidatura e divulgada neste sábado (8), o petista declarou ter R$ 4.775.650,64 em bens. Nas eleições de 2022, o patrimônio informado era de R$ 7.423.725,78, o equivalente a cerca de R$ 8,8 milhões em valores atuais, corrigidos pela inflação.
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A redução foi de 46,1% em termos reais, considerando a correção pela inflação até junho de 2026. Em valores nominais, sem considerar a inflação do período, a queda foi de 35,7%.
A principal diferença está nos recursos aplicados em previdência privada. Em 2022, Lula declarou R$ 5.570.798,99 em um plano VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Neste ano, o valor total declarado nessa modalidade caiu para R$ 3.303.927,36, dividido em duas aplicações: R$ 1.923.927,36 na Brasilprev, do Banco do Brasil, e R$ R$ 1.380.000 no Bradesco.
Além disso, Lula se desfez de dois apartamentos, avaliados em R$ 19.167,34 cada, e um automóvel de R$ 85.000, que constavam na declaração apresentada em 2022.
Nos valores declarados neste ano, a maior parte do patrimônio do presidente está concentrada em aplicações de previdência privada. Na sequência, aparece um terreno localizado no distrito do Riacho Grande, em São Bernardo do Campo (SP), avaliado em R$ 265.000,00. Lula declarou ter 64,08% de participação no bem.
O terceiro maior patrimônio é uma casa em construção, também em São Bernardo do Campo, avaliada em R$ 246.918,82. O presidente ainda declarou R$ 207.917,40 em aplicações de renda fixa.
Lula também registrou um crédito de R$ 179.298,96 relacionado à Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo). O valor tem origem na compra de cotas para um apartamento em Guarujá (SP), no edifício Solaris. O empreendimento é o mesmo onde fica o tríplex que esteve no centro de uma ação penal da Operação Lava Jato contra Lula. O processo resultou na condenação do petista, anulada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na época, Lula e sua então mulher, Marisa Letícia, haviam pago parcelas para adquirir o direito a uma unidade padrão no empreendimento, que posteriormente foi assumido pela empreiteira OAS. O crédito declarado atualmente corresponde ao valor que Lula tem a receber em razão do encerramento, em novembro de 2015, do contrato de participação no empreendimento.
Entre os demais bens, Lula declarou um automóvel Chevrolet, ano 2010/2011, avaliado em R$ 50.000,00. Também informou possuir 50% de um apartamento em São Bernardo do Campo, correspondente a R$ 94.571,25 de sua participação no imóvel.
O presidente ainda declarou R$49.000,00 referentes aos 98% de participação que possui na L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações. A empresa foi aberta em 2011, após Lula deixar a Presidência ao fim do segundo mandato, quando passou a atuar no circuito de palestras. Os outros 2% da empresa pertencem a Paulo Okamotto, integrante da campanha do petista e ex-presidente do Instituto Lula.
Zema é o mais rico
Lula é o segundo candidato mais rico entre os nomes que já solicitaram o registro de candidatura à Presidência e aparecem no sistema DivulgaCandContas, do TSE. Ele está atrás apenas de Romeu Zema (Novo), que informou ter R$178.707.610,09 em bens.
Na sequência, aparecem Renan Santos (Missão), com R$ 795.089, e Samara Martins (UP), com R$ 33 mil. Hertz Dias (PSTU), por sua vez, declarou não ter bens.
O prazo para o registro de candidaturas termina em 15 de agosto. Os pedidos para presidente e vice-presidente da República são analisados pelo TSE. Já os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) são responsáveis pelos registros de candidatos a governador, vice-governador, senador e suplentes, além de deputado federal, estadual e distrital.
Patrimônio de Lula tem queda real de quase 50% em 4 anosAjustada à inflação do período, bens declarados pelo presidente tiveram desvalorização de 46,1%; em valores nominais, queda foi de 35,7%Política2026-08-08T20:42:01.608ZO patrimônio pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu quase pela metade em quatro anos. Segundo a declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no registro de sua candidatura e divulgada neste sábado (8), o petista declarou ter R$ 4.775.650,64 em bens. Nas eleições de 2022, o patrimônio informado era de R$ 7.423.725,78, o equivalente a cerca de R$ 8,8 milhões em valores atuais, corrigidos pela inflação. A redução foi de 46,1% em termos reais, considerando a correção pela inflação até junho de 2026. Em valores nominais, sem considerar a inflação do período, a queda foi de 35,7%. A principal diferença está nos recursos aplicados em previdência privada. Em 2022, Lula declarou R$ 5.570.798,99 em um plano VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Neste ano, o valor total declarado nessa modalidade caiu para R$ 3.303.927,36, dividido em duas aplicações: R$ 1.923.927,36 na Brasilprev, do Banco do Brasil, e R$ R$ 1.380.000 no Bradesco. Além disso, Lula se desfez de dois apartamentos, avaliados em R$ 19.167,34 cada, e um automóvel de R$ 85.000, que constavam na declaração apresentada em 2022. Nos valores declarados neste ano, a maior parte do patrimônio do presidente está concentrada em aplicações de previdência privada. Na sequência, aparece um terreno localizado no distrito do Riacho Grande, em São Bernardo do Campo (SP), avaliado em R$ 265.000,00. Lula declarou ter 64,08% de participação no bem. O terceiro maior patrimônio é uma casa em construção, também em São Bernardo do Campo, avaliada em R$ 246.918,82. O presidente ainda declarou R$ 207.917,40 em aplicações de renda fixa. Lula também registrou um crédito de R$ 179.298,96 relacionado à Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo). O valor tem origem na compra de cotas para um apartamento em Guarujá (SP), no edifício Solaris. O empreendimento é o mesmo onde fica o tríplex que esteve no centro de uma ação penal da Operação Lava Jato contra Lula. O processo resultou na condenação do petista, anulada posteriormente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na época, Lula e sua então mulher, Marisa Letícia, haviam pago parcelas para adquirir o direito a uma unidade padrão no empreendimento, que posteriormente foi assumido pela empreiteira OAS. O crédito declarado atualmente corresponde ao valor que Lula tem a receber em razão do encerramento, em novembro de 2015, do contrato de participação no empreendimento. Entre os demais bens, Lula declarou um automóvel Chevrolet, ano 2010/2011, avaliado em R$ 50.000,00. Também informou possuir 50% de um apartamento em São Bernardo do Campo, correspondente a R$ 94.571,25 de sua participação no imóvel. O presidente ainda declarou R$ 49.000,00 referentes aos 98% de participação que possui na L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações. A empresa foi aberta em 2011, após Lula deixar a Presidência ao fim do segundo mandato, quando passou a atuar no circuito de palestras. Os outros 2% da empresa pertencem a Paulo Okamotto, integrante da campanha do petista e ex-presidente do Instituto Lula. Zema é o mais rico Lula é o segundo candidato mais rico entre os nomes que já solicitaram o registro de candidatura à Presidência e aparecem no sistema DivulgaCandContas, do TSE. Ele está atrás apenas de Romeu Zema (Novo), que informou ter R$ 178.707.610,09 em bens. Na sequência, aparecem Renan Santos (Missão), com R$ 795.089, e Samara Martins (UP), com R$ 33 mil. Hertz Dias (PSTU), por sua vez, declarou não ter bens. O prazo para o registro de candidaturas termina em 15 de agosto. Os pedidos para presidente e vice-presidente da República são analisados pelo TSE. Já os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) são responsáveis pelos registros de candidatos a governador, vice-governador, senador e suplentes, além de deputado federal, estadual e distrital.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/patrimonio-de-lula-tem-queda-real-de-quase-50-em-4-anos