No auge da crise com os EUA, Lula chama Trump de amigo
Presidente tenta suavizar relação com Trump ao comentar dados sobre desmatamento, usado por Trump como justificativa para aplicação de tarifas
M
Murillo Otavio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste sábado (8), que vai compilar dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento e enviá-los ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que usou dados sobre desflorestamento como uma das justificativas para aplicar tarifas sobre produtos brasileiros.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
“Um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump”, afirmou Lula. “Para ele saber que quem informou não informou a verdade”, acrescentou.
Lula deu a declaração durante um encontro pelos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Ao citar os dados, o presidente dirigiu-se à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que estava no evento.
Os dados do Inpe, divulgados na sexta-feira (8), mostram que o desmatamento na Amazônia caiu 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Ao todo, foram identificados 2.874,38 km² de área sob alerta, o menor patamar desde o início da série histórica do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), em 2016.
Em julho, o governo Trump impôs uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos. A medida foi adotada após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês).
Entre as práticas brasileiras classificadas pelo órgão americano como prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos estão questões ligadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Ao tratar do desmatamento, o USTR afirmou que o Brasil tem uma estrutura legal para combater a prática, mas que historicamente não aplicaria essas regras de forma eficaz. O governo brasileiro contesta essa avaliação e considera as tarifas injustificadas.
No auge da crise com os EUA, Lula chama Trump de amigoPresidente tenta suavizar relação com Trump ao comentar dados sobre desmatamento, usado por Trump como justificativa para aplicação de tarifasPolítica2026-08-08T16:10:49.949ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste sábado (8), que vai compilar dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) sobre o desmatamento e enviá-los ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que usou dados sobre desflorestamento como uma das justificativas para aplicar tarifas sobre produtos brasileiros. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Um dos motivos era que a gente não cuidava do desmatamento. Eu quero preparar os números e mandar para o meu amigo Trump”, afirmou Lula. “Para ele saber que quem informou não informou a verdade”, acrescentou. Lula deu a declaração durante um encontro pelos 30 anos do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Ao citar os dados, o presidente dirigiu-se à ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, que estava no evento. Os dados do Inpe, divulgados na sexta-feira (8), mostram que o desmatamento na Amazônia caiu 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026. Ao todo, foram identificados 2.874,38 km² de área sob alerta, o menor patamar desde o início da série histórica do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), em 2016. Em julho, o governo Trump impôs uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos. A medida foi adotada após uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). Entre as práticas brasileiras classificadas pelo órgão americano como prejudiciais ao comércio dos Estados Unidos estão questões ligadas ao comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Ao tratar do desmatamento, o USTR afirmou que o Brasil tem uma estrutura legal para combater a prática, mas que historicamente não aplicaria essas regras de forma eficaz. O governo brasileiro contesta essa avaliação e considera as tarifas injustificadas. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/no-auge-da-crise-com-os-eua-lula-chama-trump-de-amigo
Cannabis medicinal: entenda as novas regras de cultivo
Regulamentação da Anvisa autoriza o cultivo da Cannabis sativa L. para fins medicinais e de pesquisa, mediante Autorização Especial e critérios sanitários
Imigrantes abrem startups enquanto Trump fecha as portas
Estrangeiros e segunda geração se destacam no setor de tecnologia dos EUA, mas restrições migratórias e cortes em pesquisas aumentam risco de perda de talentos
Pesquisa diz que plataformas já superam a TV como principal fonte de informação política, mas cientistas políticos afirmam que seguidores não garantem votos