Após tarifaço, plano de Lula cita "soberania" 30 vezes
Documento apresentado ao TSE reúne 13 diretrizes para um eventual novo mandato, com foco em proteção social, economia e soberania nacional
Antonio Souza
Alckmin e Lula reeditarão chapa presidencial | Ricardo Stuckert/PR
O Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou nesta sexta-feira (7) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na mesma ocasião, a legenda divulgou o plano de governo do petista.
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Com 84 páginas, a plataforma reúne 13 diretrizes para um eventual novo mandato. Em meio à crise diplomática com os Estados Unidos e o presidente Donald Trump, o documento cita a palavra “soberania” 30 vezes e é organizado em torno de quatro eixos principais: proteção social, crescimento com reindustrialização, valorização do trabalho e soberania nacional.
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Entre os temas com maior potencial de impacto político estão o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), o fim da escala 6x1, a transição ecológica, a integração das políticas de segurança pública e a disputa pelo orçamento federal.
Programa defende crescimento com responsabilidade fiscal
A primeira diretriz do plano trata do fortalecimento da democracia, da participação social e da modernização do Estado. O texto propõe ampliar conselhos, conferências e mecanismos de participação popular, além de defender mais transparência e controle social sobre as políticas públicas.
Na economia, o programa estabelece como objetivos o crescimento, a geração de empregos, a redução das desigualdades, o controle da inflação, a responsabilidade fiscal e a modernização produtiva.
Entre as propostas estão a continuidade do arcabouço fiscal, a redução dos juros, a expansão do crédito produtivo, a reindustrialização, o fortalecimento do mercado interno e os investimentos em infraestrutura.
O documento também prevê o desenvolvimento da economia digital, a ampliação da capacidade tecnológica nacional e o uso de bancos públicos e fundos constitucionais para financiar o desenvolvimento.
A plataforma afirma que responsabilidade fiscal e justiça social são compatíveis. A estratégia apresentada combina crescimento econômico, aumento da arrecadação e reorganização do orçamento, mas não estabelece metas numéricas detalhadas para conciliar a expansão das políticas sociais e dos investimentos com o controle das contas públicas.
Saúde e fim da escala 6x1 estão entre as propostas
A saúde ocupa posição central no plano de governo. Entre as medidas previstas estão a ampliação do Farmácia Popular, com distribuição gratuita de medicamentos, e a inclusão de exames laboratoriais, diagnósticos e monitoramento de doenças crônicas.
O texto também defende a expansão do atendimento em terceiro turno, o reforço das Carretas da Saúde, a ampliação de mutirões e o aumento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer.
As propostas incluem ainda mais investimentos em hospitais regionais e policlínicas, a expansão da telessaúde e do telediagnóstico e o fortalecimento dos centros de atenção psicossocial.
O programa relaciona a ampliação do SUS à política industrial, com a defesa de uma maior produção nacional de medicamentos, equipamentos e insumos para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.
Na área trabalhista, o PT propõe reduzir a jornada semanal para 40 horas e acabar com a escala 6x1. O documento também prevê medidas contra a pejotização, a ampliação da proteção dos trabalhadores de aplicativos, a valorização do salário mínimo e o fortalecimento da negociação coletiva.
Na política externa, o programa defende o fortalecimento dos Brics, do Mercosul e das relações com países da África, da Ásia e do Oriente Médio.
O texto propõe uma atuação mais ativa do Brasil no combate à fome, nas discussões sobre mudanças climáticas e na reforma das instituições multilaterais. Também prevê ampliar a representação dos países em desenvolvimento.
A soberania digital aparece como uma das prioridades, com propostas para desenvolver inteligência artificial, ampliar centros de dados, proteger informações estratégicas e estimular empresas brasileiras de tecnologia.
Na segurança pública, o plano defende maior integração entre União, estados e municípios. As medidas incluem o fortalecimento da inteligência policial, a integração de bancos de dados, o controle de armas e munições, o combate ao crime organizado e mudanças no sistema prisional.
O documento também prevê ações de proteção das fronteiras, da Amazônia e da costa brasileira, além do bloqueio e da recuperação de celulares roubados e do confisco de bens de organizações criminosas.
Após tarifaço, plano de Lula cita "soberania" 30 vezesDocumento apresentado ao TSE reúne 13 diretrizes para um eventual novo mandato, com foco em proteção social, economia e soberania nacionalPolítica2026-08-08T02:24:42.232ZO Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou nesta sexta-feira (7) a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na mesma ocasião, a legenda divulgou o plano de governo do petista. Com 84 páginas, a plataforma reúne 13 diretrizes para um eventual novo mandato. Em meio à crise diplomática com os Estados Unidos e o presidente Donald Trump, o documento cita a palavra “soberania” 30 vezes e é organizado em torno de quatro eixos principais: proteção social, crescimento com reindustrialização, valorização do trabalho e soberania nacional. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Entre os temas com maior potencial de impacto político estão o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), o fim da escala 6x1, a transição ecológica, a integração das políticas de segurança pública e a disputa pelo orçamento federal. Programa defende crescimento com responsabilidade fiscal A primeira diretriz do plano trata do fortalecimento da democracia, da participação social e da modernização do Estado. O texto propõe ampliar conselhos, conferências e mecanismos de participação popular, além de defender mais transparência e controle social sobre as políticas públicas. Na economia, o programa estabelece como objetivos o crescimento, a geração de empregos, a redução das desigualdades, o controle da inflação, a responsabilidade fiscal e a modernização produtiva. Entre as propostas estão a continuidade do arcabouço fiscal, a redução dos juros, a expansão do crédito produtivo, a reindustrialização, o fortalecimento do mercado interno e os investimentos em infraestrutura. O documento também prevê o desenvolvimento da economia digital, a ampliação da capacidade tecnológica nacional e o uso de bancos públicos e fundos constitucionais para financiar o desenvolvimento. A plataforma afirma que responsabilidade fiscal e justiça social são compatíveis. A estratégia apresentada combina crescimento econômico, aumento da arrecadação e reorganização do orçamento, mas não estabelece metas numéricas detalhadas para conciliar a expansão das políticas sociais e dos investimentos com o controle das contas públicas. + Saúde e fim da escala 6x1 estão entre as propostas A saúde ocupa posição central no plano de governo. Entre as medidas previstas estão a ampliação do Farmácia Popular, com distribuição gratuita de medicamentos, e a inclusão de exames laboratoriais, diagnósticos e monitoramento de doenças crônicas. O texto também defende a expansão do atendimento em terceiro turno, o reforço das Carretas da Saúde, a ampliação de mutirões e o aumento da rede de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. As propostas incluem ainda mais investimentos em hospitais regionais e policlínicas, a expansão da telessaúde e do telediagnóstico e o fortalecimento dos centros de atenção psicossocial. O programa relaciona a ampliação do SUS à política industrial, com a defesa de uma maior produção nacional de medicamentos, equipamentos e insumos para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros. Na área trabalhista, o PT propõe reduzir a jornada semanal para 40 horas e acabar com a escala 6x1. O documento também prevê medidas contra a pejotização, a ampliação da proteção dos trabalhadores de aplicativos, a valorização do salário mínimo e o fortalecimento da negociação coletiva. + Soberania digital e segurança integrada Na política externa, o programa defende o fortalecimento dos Brics, do Mercosul e das relações com países da África, da Ásia e do Oriente Médio. O texto propõe uma atuação mais ativa do Brasil no combate à fome, nas discussões sobre mudanças climáticas e na reforma das instituições multilaterais. Também prevê ampliar a representação dos países em desenvolvimento. A soberania digital aparece como uma das prioridades, com propostas para desenvolver inteligência artificial, ampliar centros de dados, proteger informações estratégicas e estimular empresas brasileiras de tecnologia. Na segurança pública, o plano defende maior integração entre União, estados e municípios. As medidas incluem o fortalecimento da inteligência policial, a integração de bancos de dados, o controle de armas e munições, o combate ao crime organizado e mudanças no sistema prisional. O documento também prevê ações de proteção das fronteiras, da Amazônia e da costa brasileira, além do bloqueio e da recuperação de celulares roubados e do confisco de bens de organizações criminosas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/apos-tarifaco-plano-de-lula-cita-soberania-30-vezes
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