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EUA vão abrir duas novas bases militares na Groenlândia

Acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia prevê presença militar norte-americana em Narsarsuaq e Mestersvig e deve ser assinado nesta terça-feira (22)

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Posto avançado militar de Mestersvig, na Groenlândia | Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters - 18.09.2025

Posto avançado militar de Mestersvig, na Groenlândia | Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters - 18.09.2025

Os Estados Unidos planejam reabrir uma antiga base militar da época da Guerra Fria no sul da Groenlândia e estabelecer uma presença militar em uma base na costa leste, atualmente utilizada pela patrulha dinamarquesa de trenós puxados por cães, por meio de um acordo a ser assinado pelos EUA, pela Dinamarca e pela Groenlândia nesta terça-feira (22), segundo três pessoas a par do assunto.

Esses locais são Narsarsuaq, cuja população diminuiu para algumas dezenas de pessoas desde que os EUA fecharam sua base militar Bluie West One na década de 1950, e Mestersvig, um posto avançado militar atualmente utilizado pela Patrulha de Trenós Puxados por Cães Sirius, uma unidade das forças especiais dinamarquesas, afirmaram duas dessas pessoas.

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Espera-se que Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos assinem seu novo acordo na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, às 11h30 (horário de Brasília) desta terça-feira.

O texto do acordo ainda não foi divulgado, e as três pessoas a par do acordo, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que seus detalhes não estarão finalizados até que seja assinado.

Os governos da Dinamarca e da Groenlândia não responderam imediatamente a um pedido de comentário. A Casa Branca também não respondeu imediatamente.

A Dinamarca afirma que o acordo coloca a segurança do Ártico sob a supervisão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança de defesa militar, em vez de deixá-la exclusivamente a cargo dos EUA e da Dinamarca.

O acordo vem após meses de pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, que há muito tempo afirma querer que os EUA controlem a Groenlândia e, em algumas ocasiões, se recusou a descartar o uso da força militar ou econômica para adquirir o território dinamarquês semiautônomo.

As ameaças de Trump, que atingiram o auge em janeiro, desencadearam uma crise diplomática dentro da Otan e levaram a Dinamarca e a Groenlândia a negociar com Washington com o objetivo de amenizar a pressão.

Durante a Guerra Fria, os EUA mantinham 17 instalações militares e mais de 10.000 militares na Groenlândia. Hoje, resta apenas a Base Espacial de Pituffik, com cerca de 150 militares norte-americanos.

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