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Justiça de SP mantém suspensão da “Times Square paulistana”

Projeto da Prefeitura de SP que prevê a instalação de painéis de LED nas fachadas de edifícios, foi novamente rejeitada. O TJSP citou a dimensão da obra

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Agência SBT
Justiça de SP mantém suspensão da “Times Square paulistana”

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) rejeitou, nesta segunda-feira (21), um novo recurso da Prefeitura de São Paulo e manteve suspensa a implantação do projeto Boulevard São Paulo, conhecido como “Times Square paulistana”.

Previsto no cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, na região central da capital, o projeto prevê a instalação de painéis de LED nas fachadas de edifícios e a realização de projeções de videomapping na área. A decisão foi fundamentada na dimensão da iniciativa, no possível impacto sobre a paisagem urbana e no risco de danos à coletividade.

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De acordo com a proposta, os painéis de LED teriam dimensões entre 300 e 1.000 metros quadrados. Também estão previstas projeções audiovisuais em prédios e outros espaços do entorno das avenidas Ipiranga e São João.

A iniciativa busca transformar a região central em um polo de publicidade, entretenimento e atividades culturais, inspirado em áreas urbanas como a Times Square, em Nova York.

Tribunal aponta impacto coletivo

Ao manter a suspensão, o TJSP considerou que a magnitude do projeto exige uma análise mais aprofundada dos efeitos sobre a paisagem urbana e sobre a coletividade.

A avaliação deverá considerar aspectos como a dimensão dos painéis, a intensidade da iluminação, a circulação de pessoas, a segurança, a poluição visual e os impactos sobre moradores, comerciantes e usuários da região.

A decisão não representa uma conclusão definitiva sobre a legalidade do projeto. O processo continuará em tramitação e poderá receber novas manifestações da Prefeitura, do Ministério Público e de outras partes envolvidas.

A administração municipal poderá recorrer ou apresentar novos elementos no processo para tentar demonstrar que a iniciativa atende ao interesse público e respeita as regras urbanísticas e ambientais. O caso permanece sob análise da Justiça paulista.

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