Irã afirma que reabertura de Ormuz depende dos EUA
Segundo porta-voz da Guarda Revolucionária norte-americanos precisam parar de interferir no processo de negociações regionais
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Agência EFE
Navios-tanque e outras embarcações no Estreito de Ormuz, na costa de Musandam, Omã, em 18 de abril de 2026 | Reuters/Stringer/Foto de arquivo
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, neste sábado (08), que a reabertura do Estreito de Ormuz dependerá dos Estados Unidos aceitarem plenamente as condições de Teerã e pararem de interferir no processo de negociações regionais, em referência às conversas entre Irã e Omã sobre a navegação na estratégica passagem marítima.
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"A reabertura do Estreito de Ormuz depende de os Estados Unidos aceitarem plenamente as condições do Irã e pararem de interferir no processo de negociações regionais", declarou o porta-voz da Guarda Revolucionária, o general Hosein Mohebi, à agência de notícias "Tasnim" durante uma visita à província de Hormozgan, no sul do país, nas proximidades de Ormuz.
O porta-voz militar, que não detalhou a quais condições se refere, disse que a decisão sobre a reabertura da estratégica passagem marítima atende exclusivamente aos mecanismos e condições estabelecidos pela República Islâmica e que a questão não está vinculada às negociações entre Teerã e Mascate.
"No momento em que os Estados Unidos aceitarem as condições do Irã, o Estreito de Ormuz será reaberto, sem dúvida", acrescentou.
O militar ressaltou ainda a importância do estreito para a República Islâmica, indicando que Ormuz não representa apenas uma rota de relevância econômica, mas também um elemento de poder geográfico e estratégico para o Irã.
Segundo as autoridades iranianas, o país alcançou um acordo com Omã nos últimos dias sobre as características geográficas de uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz e está na fase final de elaboração de uma declaração conjunta sobre esse entendimento.
De acordo com a versão iraniana, a nova rota temporária de navegação passará parcialmente por águas territoriais de Irã e Omã e permitirá o trânsito de navios comerciais sob um novo esquema de gestão, em substituição às rotas provisórias estabelecidas até agora por Teerã e Mascate.
O Irã anunciou em meados de julho um novo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do petróleo mundial antes da guerra, em meio a ataques cruzados com os EUA. Washington respondeu restabelecendo o bloqueio naval sobre portos e navios iranianos, o que paralisou as negociações entre as duas partes no contexto do memorando de entendimento para a paz assinado em 17 de junho.
O Irã reiterou nos últimos dias que um eventual acordo entre Irã e Omã não significará, por si só, a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
Irã afirma que reabertura de Ormuz depende dos EUASegundo porta-voz da Guarda Revolucionária norte-americanos precisam parar de interferir no processo de negociações regionaisMundo2026-08-08T13:20:06.394ZA Guarda Revolucionária do Irã afirmou, neste sábado (08), que a reabertura do Estreito de Ormuz dependerá dos Estados Unidos aceitarem plenamente as condições de Teerã e pararem de interferir no processo de negociações regionais, em referência às conversas entre Irã e Omã sobre a navegação na estratégica passagem marítima. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. "A reabertura do Estreito de Ormuz depende de os Estados Unidos aceitarem plenamente as condições do Irã e pararem de interferir no processo de negociações regionais", declarou o porta-voz da Guarda Revolucionária, o general Hosein Mohebi, à agência de notícias "Tasnim" durante uma visita à província de Hormozgan, no sul do país, nas proximidades de Ormuz. + O porta-voz militar, que não detalhou a quais condições se refere, disse que a decisão sobre a reabertura da estratégica passagem marítima atende exclusivamente aos mecanismos e condições estabelecidos pela República Islâmica e que a questão não está vinculada às negociações entre Teerã e Mascate. "No momento em que os Estados Unidos aceitarem as condições do Irã, o Estreito de Ormuz será reaberto, sem dúvida", acrescentou. O militar ressaltou ainda a importância do estreito para a República Islâmica, indicando que Ormuz não representa apenas uma rota de relevância econômica, mas também um elemento de poder geográfico e estratégico para o Irã. Segundo as autoridades iranianas, o país alcançou um acordo com Omã nos últimos dias sobre as características geográficas de uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz e está na fase final de elaboração de uma declaração conjunta sobre esse entendimento. De acordo com a versão iraniana, a nova rota temporária de navegação passará parcialmente por águas territoriais de Irã e Omã e permitirá o trânsito de navios comerciais sob um novo esquema de gestão, em substituição às rotas provisórias estabelecidas até agora por Teerã e Mascate. O Irã anunciou em meados de julho um novo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do petróleo mundial antes da guerra, em meio a ataques cruzados com os EUA. Washington respondeu restabelecendo o bloqueio naval sobre portos e navios iranianos, o que paralisou as negociações entre as duas partes no contexto do memorando de entendimento para a paz assinado em 17 de junho. + O Irã reiterou nos últimos dias que um eventual acordo entre Irã e Omã não significará, por si só, a reabertura imediata do Estreito de Ormuz. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ira-afirma-que-reabertura-de-ormuz-depende-dos-eua
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