Caso Master: Ministro do TCU recua e deve atender BC e suspender inspeção até fim do recesso
Sem apoio entre colegas, Jhonatan de Jesus deve reconhecer análise de determinação da inspeção em plenário

Pressionado pela opinião pública e sem apoio entre os integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Jhonatan de Jesus deve acolher um recurso do Banco Central e encaminhar ao plenário a determinação de inspeção em documentos da autoridade monetária sobre a liquidação do Banco Master.
De acordo com fontes do TCU, o despacho oficializando a nova posição será publicado nas próximas horas. O caso deve ser analisado na primeira sessão do ano, em 21 de janeiro. Até a análise do plenário, a inspeção não terá validade.
Como mostrou a coluna mais cedo, o próprio recurso impetrado pelo BC já impedia o início da vasculha nos documentos. Nos bastidores da Corte de Contas, a análise é de recuo do ministro relator, que agora terá de buscar votos entre os colegas para manter sua posição e dar início à inspeção.
Se o relator negasse o embargo, o BC entraria com agravo regimental e a liminar teria de ir a plenário de qualquer forma. Por isso, de acordo com um integrante do TCU, Jhonatan preferiu acolher o recurso do Banco Central e diminuir a tensão entre as instituições, ao menos até o fim do recesso.
O subprocurador-Geral do Ministério Público junto ao TCU, Lucas Rocha Furtado, reconheceu à coluna que “aparentemente” a maioria dos ministros é contrária à inspeção. “Nunca o TCU liquidou ou ‘desliquidou' banco. Além disso, as decisões do relator devem ser submetidas aos demais ministros, que aparentemente são contra essas medidas”, afirmou à coluna.




























