Eduardo Gayer
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Coluna do Gayer

Jornalista pela PUC-SP e Historiador pela USP, Eduardo Gayer tem experiência na cobertura de política e economia em Brasília. Atuou na Times Brasil/CNBC, Coluna do Estadão e Broadcast.

Política

Diretor de banco liquidado pelo BC foi ministro de Jair Bolsonaro

Ronaldo Vieira Bento comandou a pasta da Cidadania no final de 2022

Imagem da noticia Diretor de banco liquidado pelo BC foi ministro de Jair Bolsonaro
Ronaldo Vieira Bento, ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro | Agência Brasil
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Diretor-presidente do Banco Pleno, liquidado nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central, o advogado Ronaldo Vieira Bento ocupou o cargo de ministro da Cidadania entre março e dezembro de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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A passagem de um diretor pela Esplanada reforça as conexões políticas do Pleno com todas as correntes ideológicas, sobretudo com lideranças da Bahia. O dono do banco, o empresário baiano Augusto Lima, é casado com outra ex-ministra de Bolsonaro, Flávia Peres.

Natural de Salvador, Bento chegou ao Ministério da Cidadania com a saída de João Roma (PL-BA), que à época se desincompatibilizou para disputar o governo da Bahia e neste ano é pré-candidato ao Senado. À coluna, Roma negou que tenha indicado o aliado para o Pleno.

No governo federal, Bento intensificou sua rede de contatos em Brasília. Em 2023, se filiou ao Republicanos em cerimônia que contou com a participação do atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Foi empossado diretor do Pleno em julho de 2025, quando o banco conseguiu autorização do BC para se desmembrar do conglomerado Master, alvo de investigação da Polícia Federal por suposta fraude bancária. Procurado para comentar suas relações políticas, Bento não retornou.

Apesar da direção de seu banco — e do próprio casamento — ligados ao bolsonarismo, Augusto Lima sempre teve boas relações também com o PT na Bahia. O contato se deu com a compra do CredCesta, um cartão de crédito consignado de servidores públicos da Bahia, quando o Estado era administrado pelo atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), era secretário de Desenvolvimento Econômico.

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