Política

Freixo nega uso político e diz que governo não tem responsabilidade por homenagem a Lula no Carnaval

Presidente da Embratur defende investimento público na folia e afirma que escolha de enredo é decisão exclusiva das escolas de samba

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo, afirmou nesta quinta-feira (19), em entrevista ao SBT News, que o governo federal não teve qualquer responsabilidade sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval do Rio. Segundo ele, a definição do enredo é uma decisão exclusiva das escolas de samba.

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“O que cada escola retrata, qual o enredo de cada uma, isso é uma responsabilidade da escola. Isso não pode ser responsabilidade de nenhuma prefeitura, de nenhum governo, nem federal nem estadual. Cabe aos governos fazer essa festa ser cada vez mais organizada, com mais gente, gerando mais emprego e renda", afirmou em entrevista ao SBT News.

Freixo classificou o Carnaval como “sucesso absoluto” e destacou os impactos econômicos da festa. De acordo com ele, o Brasil arrecadou mais de US$ 180 milhões durante o período, sendo US$ 67 milhões apenas no Rio de Janeiro. “O Carnaval é uma das maiores promoções que o Brasil tem no mundo. Gera emprego, renda e fortalece a imagem do país”, afirmou.

O dirigente também ressaltou o crescimento de 37% no número de turistas internacionais em 2025, índice que, segundo ele, colocou o Brasil como o país que mais cresceu no mundo em fluxo turístico. “A imagem do Brasil nunca foi tão positiva. As pessoas buscam alegria, cultura, experiências”, declarou.

Sobre as críticas envolvendo a presença de Lula no Sambódromo e a repercussão política de trechos do desfile, Freixo afirmou que não houve campanha antecipada nem participação do governo na construção do enredo. “O presidente esteve presente em todas as escolas do dia. Não houve qualquer pedido de voto ou ação institucional ligada ao desfile”, declarou.

Caso Marielle no STF

Questionado sobre o julgamento do assassinato da vereadora Marielle Franco, previsto para a próxima semana no Supremo Tribunal Federal, Freixo afirmou confiar na Justiça e na condução da Polícia Federal.

Ele lembrou que o crime ocorreu em 2018 e classificou como “inaceitável” a demora até o julgamento. Também mencionou denúncia recente da Procuradoria-Geral da República sobre possível obstrução das investigações iniciais.

“Defendo o direito de defesa, que é princípio básico da democracia. Mas sempre depositei total confiança no trabalho da Polícia Federal”, disse.

Eleições no Rio

Freixo confirmou que deixará a presidência da Embratur no fim de março e será pré-candidato a deputado federal pelo PT no Rio de Janeiro. Ele defendeu uma aliança ampla no campo democrático no estado, incluindo setores de centro, e afirmou que é preciso “tirar o Rio de Janeiro do domínio do crime na política”.

“O Rio precisa voltar a um campo civilizatório, onde as divergências sejam políticas, não ligadas ao crime organizado”, afirmou.

Freixo concluiu dizendo que o investimento no Carnaval continuará sendo defendido como política estratégica de promoção internacional do Brasil, independentemente dos enredos apresentados pelas escolas.

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