Corretora morta: síndico estava encapuzado e de luvas, mostra vídeo gravado por vítima
Gravação feita por Daiane Alves Souza, de 43 anos, antes de emboscada foi recuperada de celular pela Polícia Civil de Goiás

Emanuelle Menezes
Um vídeo feito pela corretora Daiane Alves Souza momentos antes de ser morta mostra que o síndico Cléber Rosa de Oliveira estava encapuzado e vestia luvas quando a atacou (veja imagens acima). A mulher ficou 40 dias desaparecida, após ser vista pela última vez entrando no elevador do prédio onde morava em Caldas Novas (GO).
O celular da vítima foi encontrado dentro de uma caixa de esgoto e restaurado pela polícia. A gravação foi divulgada pela Polícia Civil de Goiás nesta quinta-feira (19). Cléber confessou o crime e está preso desde 28 de janeiro.
Daiane, de 43 anos, desapareceu no dia 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma queda de energia. Até então, as últimas imagens da mulher com vida haviam sido registradas por câmeras de segurança do elevador do prédio.
Na gravação, ela narra a saída do elevador e a ida até o disjuntor de energia. Pouco depois, a mulher é atacada por trás por uma pessoa encapuzada. Antes disso, ela chega a dizer que o síndico está no subsolo. Nas imagens, é possível ver Cléber passando com luvas pretas nas duas mãos.

De acordo com a Polícia Civil, o síndico teria agido com frieza e planejamento. Cléber estava encapuzado, com o rosto coberto e usava luvas nas duas mãos. O carro, com a capota aberta, estava posicionado. A investigação aponta que o suspeito utilizou o portão lateral para acessar a garagem onde Daiane estava.
A corretora não foi morta na garagem do prédio, segundo a polícia. Ela foi rendida, retirada do local e levada para uma área de mata. Lá, foi atingida por dois disparos na cabeça. A conclusão da força-tarefa que investiga o caso é de que o crime foi planejado e executado com frieza.

Daiane e Cléber tinham desavenças há mais de um ano relacionadas à administração de apartamentos da família da corretora no prédio. Além do síndico, o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, também foi preso pelo homicídio.








