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Greve geral na Argentina afeta voos no Brasil

Paralisação contra a reforma trabalhista proposta pelo governo Milei foi convocada pela Confederação Geral de Trabalho (CGT); veja aeroportos atingidos

Imagem da noticia Greve geral na Argentina afeta voos no Brasil
Guichê da Aerolíneas Argentinas fechado em aeroporto argentino nesta quinta | Reprodução/X: @APAERONAUTICOS
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A greve geral convocada na Argentina contra a reforma trabalhista proposta pelo governo de Javier Milei afeta voos entre o Brasil e o país vizinho nesta quinta-feira (19).

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A Aerolíneas Argentinas informou que mais de 31 mil passageiros serão afetados pelo cancelamento de 255 voos em toda a sua malha aérea devido à paralisação convocada pela Confederação Geral de Trabalho (CGT), a maior central sindical da Argentina.

No recorte específico entre Argentina e Brasil, a companhia afirmou que 15 voos que conectam os dois países serão cancelados. As rotas afetadas são:

  • Buenos Aires – São Paulo: 3 voos
  • Buenos Aires – Rio de Janeiro: 6 voos
  • Buenos Aires – Porto Alegre: 1 voo
  • Buenos Aires – Florianópolis: 3 voos
  • Tucumán – Florianópolis: 1 voo
  • Rosário – Florianópolis: 1 voo
Guichê da Aerolíneas Argentinas fechado em aeroporto argentino nesta quinta | Reprodução/X: @APAERONAUTICOS
Guichê da Aerolíneas Argentinas fechado em aeroporto argentino nesta quinta | Reprodução/X: @APAERONAUTICOS

Segundo a companhia aérea GOL, a paralisação impossibilita, no momento, todas as operações aeroportuárias nas cidades de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário, o que já resultou no cancelamento de alguns voos de e para a Argentina operados pela companhia.

"Os clientes impactados estão sendo comunicados via e-mail e podem remarcar seus voos sem custo para outras datas ou solicitar reembolso em créditos no site da GOL", comunicou a empresa em nota.

A Latam informou que precisou alterar sua operação de chegadas e partidas para a Argentina devido à greve geral e, por conta disso, alguns voos poderão ser alterados. A companhia não informou o total de voos afetados. "Alguns voos poderão operar com alteração de horário e/ou data, sem necessariamente serem cancelados. Por isso, recomendamos que os passageiros verifiquem o status de seus voos antes de se dirigir ao aeroporto", disse a Latam.

Situação nos aeroportos do Brasil

  • Brasília: De acordo com a Inframerica, um voo da GOL para Buenos Aires foi cancelado na manhã desta quinta.
  • Fortaleza: Um voo previsto para 21h40 de quarta-feira (18), foi cancelado no Aeroporto Internacional Pinto Martins. De acordo com a Fraport Brasil, ele foi reprogramado pra hoje às 18h15 e, até o momento, está mantido pela companha aérea.
  • Porto Alegre: No Aeroporto Internacional Salgado Filho foram registrados dois cancelamentos de voos operados pela Aerolíneas Argentinas – uma chegada e uma partida –, nesta quinta-feira (19), segundo a Fraport Brasil.
  • Rio de Janeiro: No Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, foram registrados o cancelamento de 16 voos de chegada e 15 de partida com origem ou destino na Argentina, até a manhã desta quinta-feira (19), informou a RIOGaleão.
  • São Paulo: No Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), segundo a GRU Airport, 14 voos foram cancelados.

Greve geral

A maior central sindical da Argentina, a CGT, anunciou no dia 16 que realizaria uma paralisação nacional de 24 horas contra as reformas trabalhistas propostas por Javier Milei assim que a Câmara dos Deputados começasse a debater o projeto.

A proposta, aprovada pelo Senado na semana passada, deve ser analisada a partir das 14h desta quinta-feira (19). Com isso, o país amanheceu em greve. Não há trens, metrô nem voos, e a maioria dos táxis não está circulando no país.

O que prevê a reforma

Entre os principais pontos, o texto limita o direito de greve, impõe teto às indenizações por demissão, restringe benefícios relacionados a doenças crônicas, reduz a possibilidade de ações judiciais por dispensa, autoriza a divisão do período de férias e amplia a jornada diária para até 12 horas – ante as atuais oito.

Batizada pelo governo de "modernização trabalhista", a proposta pretende reduzir custos para empregadores e diminuir o volume de processos por demissão sem justa causa. Também prevê incentivos fiscais para ampliar a formalização – atualmente, mais de 40% dos trabalhadores argentinos estão na informalidade, o equivalente a dois em cada cinco empregados.

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