Carnaval 2026: PRF registra aumento de 52,9% no número de mortes em rodovias federais
Em seis dias de operação, 130 pessoas morreram em acidentes de trânsito; foi o Carnaval mais violento nas estradas desde 2020


Gabriela Tunes
Felipe Moraes
O Brasil teve aumento de 52,9% nas mortes em rodovias federais durante o Carnaval de 2026, mostram dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgados nesta quinta-feira (19). Ao todo, em seis dias de operação (de 13 a 18 de fevereiro), a corporação contabilizou 130 óbitos e 1.481 feridos em 1.241 sinistros de trânsito. Foi o período de folia mais violento nas estradas na década de 2020.
Em 2025, a PRF registrou 85 mortes e 1.433 feridos. A alta nos acidentes de trânsito graves atingiu 8,54% em 2026. "É inadmissível, com tanto esforço e dinheiro público investido, a gente ainda ter o Carnaval mais violento no trânsito desde 2020", lamentou o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Fernando Oliveira, em coletiva de imprensa.
As estatísticas ainda são preliminares e dependem da consolidação das informações nos sistemas da corporação.
Dados de operação da PRF nas estradas durante Carnaval 2026
- Pessoas fiscalizadas: 184.316 (aumento de 6,2% em relação a 2025);
- Veículos recolhidos: 5.556 (alta de 1,2%);
- Testes de alcoolemia: 118.321;
- Condutores autuados por dirigir sob efeito de álcool ou por recusar o teste do etilômetro: 2.400, sendo que 180 foram detidos;
- A PRF registrou 55.582 imagens de veículos acima do limite de velocidade;
- 8.670 motoristas multados por falta do cinto de segurança e cadeirinha para crianças;
- 9.263 autuados por ultrapassagens irregulares;
- 1.954 autuados por transitar em motocicletas sem capacete;
O diretor-geral da PRF também destacou que aconteceram "muitos acidentes sem relação com Carnaval" e em lugares não considerados críticos. "Pessoas que não estavam indo para festas de Carnaval. Muitos acidentes mais graves aconteceram em locais fora da curva", acrescentou. "Muitos números de mortos em um acidente só. Coisa que não tivemos ano passado."
"A PRF conseguiu, pela primeira vez nos últimos seis anos, reduzir o número de mortos. Mas aí na operação Carnaval vieram acidentes atípicos fora dos pontos típicos mapeados pela PRF. Muitos deles por conduta equivocada de quem transportava passageiros", explicou.
Oliveira ainda afirmou considerar "muito grave" a quantidade de motoristas (8.670) conduzindo veículos sem usar cinto de segurança e sem cadeirinha para crianças. "Temos campanhas de conscientização todo ano pra tentar mudar o comportamento."









