Síndico confessa assassinato de corretora em Goiás e nega envolvimento do filho
Pai e filho passaram por audiência de custódia, tiveram a prisão mantida e foram transferidos para Goiânia
SBT Brasil
O homem que confessou o assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves, em Caldas Novas, no sul de Goiás, voltou a afirmar que cometeu o crime sozinho e negou qualquer participação do filho. Kleber Rosa de Oliveira e Maicon Douglas de Oliveira passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira (data) e seguem presos temporariamente.
Após a audiência, a Justiça manteve a prisão dos dois suspeitos. Pai e filho foram transferidos de Caldas Novas para Goiânia, onde permanecem à disposição da Polícia Civil.
Segundo a polícia, Kleber Rosa de Oliveira deve responder por assassinato e ocultação de cadáver. Já o filho, Maicon Douglas de Oliveira, foi autuado por obstrução da investigação, embora o pai afirme que ele "não tem nada a ver com a história".
O corpo de Daiane Alves foi localizado dentro do prédio onde Kleber era síndico, na quarta-feira (data). A corretora havia sido vista pela última vez no início da noite de 17 de dezembro do ano passado.
A identificação inicial foi realizada com base nas roupas encontradas no local. Agora, exames mais detalhados vão confirmar oficialmente a identidade e apontar a causa da morte.
Serão utilizadas análises de antropologia forense e radiologia forense, incluindo tomografia computadorizada, para verificar possíveis danos à estrutura óssea e determinar a natureza do óbito.
O assassinato gerou comoção e revolta em Caldas Novas. Na quarta-feira, o apartamento do síndico foi invadido, teve paredes pichadas e móveis danificados. Outras áreas do condomínio também sofreram depredação.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, a mãe da vítima aparece quebrando vasos e plantas no hall do prédio.
De acordo com a investigação, Daiane Alves e Kleber Rosa tinham desavenças há mais de um ano relacionadas à administração de apartamentos da família da corretora no prédio.
Existem 12 processos judiciais entre as partes, envolvendo acusações como perseguição, sabotagem, abuso de poder e agressão física. A polícia informou ainda que Daiane costumava documentar os conflitos no celular, aparelho que segue desaparecido.









