Semana do Consumidor: veja 5 cuidados para não cair em golpes nas compras online e no varejo
Promoções e campanhas de descontos elevam o volume de transações, mas também as tentativas de fraude


SBT News
A Semana do Consumidor, marcada por campanhas promocionais, amplia o volume de compras tanto no comércio eletrônico quanto no varejo físico. O período, no entanto, também costuma registrar aumento nas tentativas de fraude, com golpes envolvendo falsos sites, links patrocinados irregulares, boletos adulterados e uso indevido de dados pessoais.
Com consumidores mais atentos a preços e condições de parcelamento, o ambiente de maior circulação de ofertas cria oportunidades para criminosos explorarem urgência e descontos agressivos. Para Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira e especialista em análise de crédito, o risco cresce quando a decisão de compra é tomada de forma impulsiva.
“Golpes exploram dois fatores principais: pressa e promessa de vantagem excessiva. No Mês do Consumidor, o volume de ofertas aumenta e o consumidor precisa redobrar a atenção antes de informar dados pessoais ou confirmar qualquer pagamento”, afirma. Segundo ele, alguns cuidados simples ajudam a reduzir significativamente o risco de fraude:
- 1. Verifique a autenticidade do site
Antes de finalizar a compra, confirme se o endereço eletrônico é oficial, observe erros de ortografia no domínio e desconfie de ofertas divulgadas apenas por redes sociais ou mensagens diretas.
- 2. Desconfie de descontos muito acima do mercado
Preços muito abaixo da média podem indicar golpe. Compare valores em outros canais e priorize lojas com histórico conhecido.
- 3. Atenção redobrada ao boleto
Confirme os dados do beneficiário antes de efetuar o pagamento. Boletos adulterados são um dos golpes mais comuns em períodos promocionais.
- 4. Evite compartilhar códigos e senhas
Instituições financeiras e lojas não solicitam senhas, códigos de verificação ou dados completos do cartão por telefone ou mensagem.
- 5. Avalie o impacto da parcela no orçamento
Mesmo quando a oferta é legítima, é fundamental verificar o comprometimento da renda. Parcelamentos longos, somados a outras dívidas, podem gerar desequilíbrio financeiro.
“O consumidor precisa analisar não apenas o valor da oferta, mas a segurança da operação e o impacto financeiro da compra. Fraude gera prejuízo imediato; crédito mal planejado compromete o orçamento no médio prazo”, diz Vanderley.
Para o executivo, a combinação de informação, verificação prévia e uso consciente do crédito é a principal defesa em períodos de forte estímulo ao consumo. “Comprar com segurança significa checar origem, confirmar dados e entender o custo total da decisão. A tecnologia ajuda, mas o cuidado começa no comportamento do consumidor”, conclui.









