Política

STF espera há 4 meses intimação de Paulo Figueiredo por autoridades dos EUA

Demora para colaboração emperra julgamento contra acusado de coagir Supremo para salvar Bolsonaro

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Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro em foto na frente da Casa Branca: blogueiro bolsonarista também foi alvo de denúncia da PGR por coação, mas processo será analisado em separado | Reprodução/X/Twitter

O Supremo Tribunal Federal (STF) espera desde outubro de 2025 a colaboração de autoridades dos Estados Unidos para a intimação do jornalista Paulo Figueiredo, acusado de coagir o Judiciário brasileiro contra o avanço dos processos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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O pedido de colaboração judicial foi feito pelo Ministério da Justiça. O órgão afirmou ao Supremo, nesta quinta-feira (19), que ainda aguarda resposta dos EUA.

"Informamos que solicitamos novamente informação atualizada às autoridades requeridas e, assim que recebermos qualquer resposta, esta lhe será prontamente encaminhada", escreveu o coordenador de Recuperação de Ativo do MJSP, Edgard Resende.

Sem a intimação pessoal, a denúncia contra Paulo Figueiredo segue travada no Supremo. A entrega dos documentos marca o início de um prazo de 15 dias para que o acusado apresente sua defesa prévia.

Como a colaboração das autoridades dos Estados Unidos era considerada lenta, o ministro Alexandre de Moraes decidiu dividir a denúncia da PGR contra Figueiredo e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ), para que a acusação contra o filho do ex-presidente andasse mais depressa.

A denúncia contra Eduardo foi recebida pela Primeira Turma do STF em novembro, e o ex-deputado é réu no Supremo.

A dupla é acusada de articular, junto a autoridades dos EUA, ações para pressionar o Brasil e o Judiciário brasileiro contra o avanço dos processos de Jair Bolsonaro pela trama golpista.

Eles são considerados pela PGR como os responsáveis pelas ações que culminaram no tarifaço contra o Brasil e na imposição de sanções financeiras a Alexandre de Moraes, com o uso da Lei Magnitsky.

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