Lula exibe três músicas em jantar com deputados e dá recados à classe política; veja as canções
Lideranças entenderam mensagens para a campanha eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu a dedo três músicas brasileiras para exibir no jantar com líderes da Câmara, nesta quarta-feira (04), e, de quebra, mandar recados à classe política às vésperas de se lançar na disputa pelo quarto mandato.
Na Granja do Torto, residência de campo da Presidência da República em Brasília, Lula abriu os trabalhos com "Disparada", de Geraldo Vandré e Théo de Barros. "Prepare o seu coração / Pras coisas que eu vou contar / Eu venho lá do sertão", dizem os versos eternizados na voz de Jair Rodrigues.
Além de mimetizar a trajetória pessoal do presidente, que também nasceu no sertão, a música, dos anos 60, é um marco do enfrentamento à ditadura.
Na leitura de dois líderes, Lula sinaliza que deve tocar sua campanha com a mesma melodia: um discurso antissistema - apesar de ser o próprio chefe de Estado - a ser calcado na investigação deflagrada pela Polícia Federal contra magnatas do sistema financeiro no âmbito da Operação Compliance Zero.
De acordo com relatos, o presidente chegou a dar bronca em sua equipe pela demora em "dar o play", apesar de estar tudo ensaiado previamente. Arrancou risos dos líderes partidários presentes. Ao ouvir a melodia, Lula se emocionou.
A segunda canção executada foi "Para Não Dizer que Não Falei das Flores", também de Geraldo Vandré, outro símbolo da luta contra a repressão e um chamamento à mobilização popular, um rompimento com a passividade. Quem acompanhava toda a sequência, a poucos metros da caixa de som, era o ministro da Secretaria de Comunicação Social, o publicitário Sidônio Palmeira.
O "momento de DJ" do presidente foi encerrado ao som de "Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil", samba-enredo da Acadêmicos de Niterói para o desfile na Marquês de Sapucaí em 2026.
Foi a consolidação do clima eleitoral do jantar com deputados para a campanha que deverá ser marcada, mais uma vez, pelo personalismo em torno das figuras de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro, a ser representado nas urnas pelo seu filho primogênito, o senador Flávio Bolsonaro.













































