Em jantar, Lula deixa prioridades do governo de lado e adota tom informal com líderes da Câmara dos Deputados
Confraternização durou cerca de 3 horas e apenas representantes do partido Novo e Liberal não enviaram representantes


Murilo Fagundes
Soane Guerreiro
O presidente Lula (PT) ofereceu um jantar ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes da Casa na noite desta quarta (4). A confraternização durou cerca de 3 horas na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília (DF).
Estiveram presentes representantes de quase todos os partidos da Câmara, exceto Novo e Partido Liberal.
Segundo relatos de participantes, Lula adotou um tom mais informal com os parlamentares, evitou focar em prioridades do governo no Congresso. Preferiu fazer agradecimentos aos deputados, em um gesto de abertura de diálogo institucional.
Durante a confraternização, os presentes trocaram conversas em grupo e depois se sentaram para jantar. No cardápio, pirarucu, arroz, pirão, farofa e salada.
Lula fez uma fala rápida destacando as conquistas alcançadas em parceria com o Congresso, como a aprovação da Reforma Tributária e da isenção do Imposto de Renda, focando nos bons exemplos da relação. Hugo Motta também teve espaço de fala e adotou um tom institucional.
O gesto do governo Lula tem um objetivo claro: distensionar as relações em ano eleitoral, com prazos apertados. No primeiro semestre, o Planalto terá o desafio de aprovar várias propostas de campanha e com aceitação popular. Estão entre as prioridades: aprovar o fim da escala 6x1, regulamentar o trabalho por aplicativo, avançar nas propostas que tratam sobre a segurança pública e o combate ao crime organizado, além de concluir a votação do Acordo Mercosul-UE.
Também estiveram no jantar o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os ministros: Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Sidônio Palmeira (Comunicação Social) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). O secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto, que deve assumir a articulação com o Congresso após saída de Gleisi Hoffmann, também esteve na lista dos participantes.









