Jovem que acusa ministro do STJ de assédio presta depoimento no Conselho Nacional de Justiça
Adolescente de 18 anos apresentou sua versão do caso; ministro Marco Buzzi pediu licença médica


SBT News
A jovem de 18 anos que acusou o ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de assédio sexual prestou depoimento nesta quinta-feira (5) ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentando sua versão do caso. A oitiva foi realizada presencialmente com a vítima – que é de São Paulo – em Brasília, e terminou por volta de 13h.
Buzzi, de 68 anos, pediu licença médica ao STJ depois da revelação do caso na quarta-feira (4) e foi internado em um hospital da capital. O SBT News apurou que Buzzi tem um quadro de problemas cardíacos e havia colocado um marco-passo recentemente.
A fase atual é de coleta de depoimentos de testemunhas. A identidade da vítima é mantida em sigilo nas investigações.
Sindicância
O STJ abriu a sindicância para investigar o caso nessa quarta-feira (4). Buzzi é acusado de assediar a filha adolescente de um casal de amigos dentro da casa que possui em Balneário Camboriú (SC). O ministro nega.
A decisão de instalar a sindicância foi tomada durante uma sessão secreta do plenário do STJ, convocada pelo presidente Herman Benjamin. Buzzi já havia dito aos colegas que entraria com uma licença médica para se afastar temporariamente do cargo.
O ministro passou a ser pressionado durante o dia para pedir aposentadoria e deixar o tribunal diante da situação considerada terrível e inédita, segundo um ministro ouvido pelo SBT News.
Outra investigação sobre o caso foi aberta no STF. O inquérito foi formalizado nessa quarta e é relatado pelo ministro Nunes Marques.
O ministro Marco Buzzi tomou posse no STJ em 2011 após ser indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
Defesa
Em nota divulgada pelo STJ nessa quarta (4), Buzzi disse ter se surpreendido "com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos". A denúncia foi revelada pelo portal Metrópoles e confirmada pelo SBT News. O magistrado afirma ainda que "repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio".









