Defesa de Vorcaro cita sessão do STF e pede fim da prisão
Advogados dizem que suspensão de julgamento contra Moraes e Mendonça afasta “perspectiva de definição” do caso e por isso não se justifica a prisão preventiva

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master | Divulgação
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro entrou com pedido nesta sexta-feira (18) para revogar a prisão preventiva do operador do antigo banco Master. Entre as justificativas para o fim da cautelar, os advogados citam a indefinição do julgamento de terça (15) no Supremo Tribunal Federal (STF) que envolve o inquérito de fraudes da instituição.
O pedido foi encaminhado ao presidente do Supremo, Edson Fachin. O desejo da defesa é que a preventiva seja convertida em medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e/ou prisão domiciliar.
A menção à suspensão do julgamento da Corte contra os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça é feita para embasar a tese de que a análise do inquérito está sem perspectiva de avanço.
“O quadro revela que não há, no horizonte próximo, perspectiva de definição acerca dos procedimentos correlatos, noticiando a imprensa, de forma convergente, que nenhuma deliberação conclusiva ocorrerá antes das eleições gerais designadas para 4 de outubro de 2026. A prisão preventiva do Peticionário, contudo, não pode permanecer indiferente a esse estado de indefinição”, diz a solicitação.
O pedido cita ainda a indefinição sobre a relatoria do processo, depois que Fachin trouxe para si o comando do inquérito originalmente sob o gabinete de Mendonça. “O peticionário não pode permanecer preso indefinidamente, à espera de definições que não dependem dele”, argumentam os advogados.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, quando tentava deixar o país para fugir das investigações. Foi solto e passou a cumprir prisão domiciliar. O ex-banqueiro voltou a ser detido preventivamente em 4 de março. A defesa diz agora que já se passaram dois períodos de 90 dias desde a segunda prisão, exigindo assim uma revisitação das medidas.
O empresário tem dois depoimentos marcados junto à Polícia Federal neste mês. O primeiro, em 24 de setembro, para tratar da primeira fase da Operação Compliance Zero, que envolve a tentativa de compra do Master pelo BRB.
A segunda oitiva, no dia 30, é no âmbito da 6ª fase da operação, sobre o grupo “A Turma”, que atuava na obtenção de informações sigilosas e intimidação pessoas consideradas críticas ao conglomerado financeiro.























