STF adia sessão e caso Moraes pode ser julgado após eleição
Placar está em 4 a 3 pela análise separada dos casos envolvendo Moraes e Mendonça; julgamento foi interrompido após Flávio Dino pedir vista
Jessica Cardoso, José Matheus Santos
Sessão plenária extraordinária do STF nesta terça-feira (15) | Rosinei Coutinho/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a sessão desta terça-feira (15), e a análise do caso envolvendo Alexandre de Moraes pode ficar para depois das eleições. O adiamento ocorreu após o ministro Flávio Dino pedir vista durante a votação sobre a possibilidade de reunir os casos de Moraes e André Mendonça, em meio a um bate-boca entre integrantes da Corte.
Apesar da interrupção, o placar está em 4 a 3 para a análise separada do relatório da Polícia Federal (PF) que revelou conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e do procedimento sobre a atuação de Mendonça no caso, marcada para a próxima quarta-feira (23),
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Antes do pedido de vista, Dino havia acompanhado Gilmar Mendes, que propôs a análise conjunta dos casos. No entanto, o voto não foi considerado após a interrupção do julgamento.
Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes também se manifestaram pela análise conjunta.
Já o presidente da Corte, Edson Fachin, e Mendonça votaram pela manutenção dos procedimentos separados. Luiz Fux e Cármen Lúcia anteciparam seus votos após o pedido de vista e divergiram de Gilmar Mendes.
A análise da questão de ordem foi interrompida após uma discussão iniciada entre André Mendonça e Gilmar Mendes, que depois se estendeu a um embate entre Flávio Dino e Edson Fachin.
Mendonça tinha a palavra após uma manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmava que “ninguém gostaria de estar” naquela situação e que os ministros estavam ali “por dever de ofício”.
Gilmar Mendes o interrompeu e saiu em defesa de Gonet, acusando Mendonça de agir com “sentimento policialesco”. A declaração acirrou os ânimos no plenário.
“É impressionante a desfaçatez desse sujeito”, disse Gilmar sobre Mendonça.
Mendonça reagiu e elevou o tom de voz. “A desfaçatez de Vossa Excelência. Me respeite. Isso aqui não é brincadeira”, afirmou.
“Pode chorar”, respondeu Gilmar.
“Não estou chorando não. Aqui não tem choro não. Me respeite”, rebateu Mendonça.
Dino, então, interrompeu a discussão e informou a Fachin que pediria vista diante da confusão.
“É impossível, ministro Fachin. [...] O poder de polícia da sessão compete a Vossa Excelência. Nós estamos em tempos que degradam a imagem do tribunal”, disse.
Fachin tentou argumentar que estava tentando “acalmar” a situação, mas Dino rejeitou a justificativa e criticou a condução da sessão.
“Vossa Excelência está assistindo a isso há horas. E está transformando o Supremo nas próximas semanas, quiçá meses, nesse debate. Se Vossa Excelência vai assistir a isso, eu não vou, porque eu sou funcionário público desse país e tenho respeito a ele. Então, presidente, eu faço mais uma vez um apelo. A condução de Vossa Excelência está conduzindo a que este debate se prorrogue por meses. Presidente, esta situação que está posta, deriva dessa condução de Vossa Excelência”, afirmou.
E continuou:
“Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda”.
Veja como se posicionaram os ministros:
Proposta de julgamento separado
Edson Fachin
André Mendonça
Luiz Fux
Cármen Lúcia
Proposta de julgamento conjunto
Gilmar Mendes
Cristiano Zanin
Alexandre de Moraes
Pedido de vista
Flávio Dino
Declarou-se impedido
Nunes Marques
Declarou-se suspeito
Dias Toffoli
STF adia sessão e caso Moraes pode ser julgado após eleiçãoPlacar está em 4 a 3 pela análise separada dos casos envolvendo Moraes e Mendonça; julgamento foi interrompido após Flávio Dino pedir vistaPolítica2026-09-15T18:43:35.929ZO Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a sessão desta terça-feira (15), e a análise do pode ficar para depois das eleições. O adiamento ocorreu após o ministro Flávio Dino pedir vista durante a votação sobre a possibilidade de reunir os casos de Moraes e André Mendonça, em meio a um bate-boca entre integrantes da Corte. Apesar da interrupção, o placar está em 4 a 3 para a análise separada do relatório da Polícia Federal (PF) que revelou conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e do procedimento sobre a atuação de Mendonça no caso, marcada para a próxima quarta-feira (23), + Antes do pedido de vista, Dino havia acompanhado Gilmar Mendes, que propôs a análise conjunta dos casos. No entanto, o voto não foi considerado após a interrupção do julgamento. Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes também se manifestaram pela análise conjunta. Já o presidente da Corte, Edson Fachin, e Mendonça votaram pela manutenção dos procedimentos separados. Luiz Fux e Cármen Lúcia anteciparam seus votos após o pedido de vista e divergiram de Gilmar Mendes. por se declararem, respectivamente, impedido e suspeito. Bate-boca A análise da questão de ordem foi interrompida após uma discussão iniciada entre André Mendonça e Gilmar Mendes, que depois se estendeu a um embate entre Flávio Dino e Edson Fachin. Mendonça tinha a palavra após uma manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmava que “ninguém gostaria de estar” naquela situação e que os ministros estavam ali “por dever de ofício”. Gilmar Mendes o interrompeu e saiu em defesa de Gonet, acusando Mendonça de agir com “sentimento policialesco”. A declaração acirrou os ânimos no plenário. “É impressionante a desfaçatez desse sujeito”, disse Gilmar sobre Mendonça. Mendonça reagiu e elevou o tom de voz. “A desfaçatez de Vossa Excelência. Me respeite. Isso aqui não é brincadeira”, afirmou. “Pode chorar”, respondeu Gilmar. “Não estou chorando não. Aqui não tem choro não. Me respeite”, rebateu Mendonça. Dino, então, interrompeu a discussão e informou a Fachin que pediria vista diante da confusão. “É impossível, ministro Fachin. [...] O poder de polícia da sessão compete a Vossa Excelência. Nós estamos em tempos que degradam a imagem do tribunal”, disse. Fachin tentou argumentar que estava tentando “acalmar” a situação, mas Dino rejeitou a justificativa e criticou a condução da sessão. “Vossa Excelência está assistindo a isso há horas. E está transformando o Supremo nas próximas semanas, quiçá meses, nesse debate. Se Vossa Excelência vai assistir a isso, eu não vou, porque eu sou funcionário público desse país e tenho respeito a ele. Então, presidente, eu faço mais uma vez um apelo. A condução de Vossa Excelência está conduzindo a que este debate se prorrogue por meses. Presidente, esta situação que está posta, deriva dessa condução de Vossa Excelência”, afirmou. E continuou: “Eu tenho que interromper esta situação porque nós temos uma questão de ordem. Nós não temos condições de deliberar. O clima é daí para pior, e a sociedade está assistindo a algo diferente do rito que a lei manda”.
Veja como se posicionaram os ministros: Proposta de julgamento separado Proposta de julgamento conjunto Pedido de vista Declarou-se impedido Declarou-se suspeito São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/fachin-vota-para-manter-separados-casos-de-moraes-e-mendonca
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