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Lula resiste a reatar com Alcolumbre, dizem aliados

Enquanto relação estremecida está para completar um mês e meio, senador comanda aprovação de pauta-bomba bilionária e segura PEC da escala 6x1

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Ranier Bragon
Davi Alcolumbre (à esquerda) e o presidente Lula (à direita) durante posse de Nunes Marques na presidência do TSE | Valter Campanato/Agência Brasil

Davi Alcolumbre (à esquerda) e o presidente Lula (à direita) durante posse de Nunes Marques na presidência do TSE | Valter Campanato/Agência Brasil

Aliados de Lula no Congresso afirmam que o presidente da República está bastante contrariado com Davi Alcolumbre (União-AP) e tem resistido aos apelos para restabelecer as pontes com o presidente do Senado.

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Com a relação estremecida há mais de um mês, Alcolumbre comandou nesta quarta-feira (10) a aprovação no Senado da renegociação de dívidas rurais com custo fiscal estimado em mais de R$ 100 bilhões pelos próximos anos --governistas falam em impacto bem maior.

E há ameaça de novas pautas-bomba.

De acordo com aliados do petista no Congresso, o presidente da República não digeriu a recusa do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, derrota histórica aplicada sob o comando de Alcolumbre no final de abril.

O presidente do Senado sempre pressionou Lula a escolher outro nome, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Ainda segundo essas pessoas, Lula tem se recusado a marcar uma conversa com Alcolumbre mesmo com bombeiros dos dois lados pressionando por isso e mesmo sob o risco de o governo sofrer novas derrotas no Senado.

Alcolumbre, por exemplo, tem segurado até agora a tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1, bandeira eleitoral de Lula. E indica estar, nesse debate, ao lado da oposição, que é contra a PEC.

Integrantes da esquerda dizem, nos bastidores, que a campanha de Lula pode até sair beneficiada caso Alcolumbre inviabilize essa votação, já que isso será creditado ao "Congresso inimigo do povo" e servirá de promessa eleitoral número 1 de um possível quarto mandato do petista.

Por outro lado, dizem que o presidente precisa tentar se entender com o senador, tendo em vista o potencial de estragos que um desafeto no comando do Congresso pode causar, vide a votação desta quarta.

Se a relação Lula-Alcolumbre anda estremecida, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), trilha caminho contrário e, nesta quarta, participou do terceiro evento ao lado do petista, nos últimos 30 dias, no Palácio do Planalto.

Motta estava sorridente e com várias conversas ao pé do ouvido com Lula durante a solenidade de anúncio de medidas relativas ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

Nas últimas semanas, ele compareceu também a eventos no Planalto de lançamento de medidas de combate ao crime organizado e ao feminicídio. Alcolumbre foi convidado pelo cerimonial do governo em todas essas ocasiões e não compareceu.

O presidente da Câmara também comandou ao lado do governo a aprovação da PEC da escala 6x1.

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