Política

DF cobra mais de R$ 1 mi de instituto ligado a Dark Horse

Governo diz que ICB de Karina Gama não comprovou todas as entregas e vai encaminhar débito para cobrança judicial

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Ranier Bragon
Post do filme "Dark Horse", que teria recebido dinheiro de Vorcaro | Reprodução

Post do filme "Dark Horse", que teria recebido dinheiro de Vorcaro | Reprodução

O governo do Distrito Federal afirmou ao SBT News que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade presidida por Karina Gama, não devolveu mais de R$ 1 milhão por falta de prestação de serviços relativos a um projeto para implantação de laboratórios tecnológicos em escolas públicas.

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Segundo a Secretaria de Educação do DF, relatórios técnicos classificaram a execução do projeto como “cumprimento parcial”, porque nem todas as metas e entregas previstas foram integralmente comprovadas.

A secretaria diz ainda que a prestação de contas final continua pendente e que o ICB foi formalmente acionado.

“A SEEDF [Secretaria de Educação do DF] informa ainda que a Organização da Sociedade Civil (OSC) não restituiu valor superior a R$ 1 milhão, apesar das cobranças já realizadas e do esgotamento dos prazos concedidos para devolução dos recursos”, disse o governo do DF em nota enviada à reportagem.

Diante disso, segundo o governo, o débito será inscrito no Sistema Integrado de Lançamento de Créditos do Distrito Federal e encaminhado à Procuradoria-Geral do Distrito Federal para cobrança judicial.

A FAPDF (Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal), que participou da parceria, afirmou ter recebido os apontamentos da Secretaria de Educação e que fez diligências junto ao instituto.

O contrato foi firmado em dezembro de 2023 e previa inicialmente o repasse de R$ 4 milhões ao ICB para a implantação do programa STEAM Maker em 16 escolas públicas. O projeto envolvia laboratórios, computadores, impressoras 3D, atividades de programação e robótica e capacitação de professores.

Em janeiro de 2025, um aditivo elevou em R$ 1 milhão o valor previsto da parceria, que passou a R$ 5 milhões.

A retirada do sigilo das investigações do caso Dark Horse mostram que o Ministério Público do Distrito Federal avalia se abre uma investigação sobre a parceria.

Em julho, o órgão pediu à Polícia Civil de São Paulo o compartilhamento da investigação que apura suspeitas envolvendo outro contrato do ICB, o do programa WiFi Livre SP.

O material da investigação paulista foi encaminhado ao DF no início de setembro.

Karina também é proprietária da Go Up Entertainment, produtora responsável por Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro que aparece em outra frente das investigações.

Há suspeita de que dinheiro público tenha sido desviado para a produção do filme ou para outros fins.

Procurada, a defesa de Karina Ferreira da Gama não se manifestou.

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