Flávio também agradeceu a Trump por tarifas em 2025
Senador, que apontou erro do irmão Eduardo, publicou mensagem quase seis horas após presidente dos EUA anunciar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta sexta-feira (28) que Eduardo Bolsonaro errou ao agradecer pelo tarifaço de Donald Trump, mas o próprio senador engrossou a campanha do irmão nas redes e também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos no mesmo dia em que o republicano anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, em julho de 2025.
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A manifestação foi feita às 23h16 de 9 de julho de 2025, cerca de seis horas depois de Trump tornar pública a carta em que comunicava a decisão ao presidente Lula (PT).
"Thank you President @realDonaldTrump - Make Brazil Free Again - We want Magnistky. Peço RT", escreveu Flávio no X.

Na publicação, o senador –que não era ainda pré-candidato à Presidência, o que só veio a ocorrer seis meses depois– compartilhou uma mensagem feita duas horas antes por Eduardo Bolsonaro, que também agradecia a Trump.
"Povo Brasileiro, vamos fazer o mundo ouvir a nossa voz. Coloque o seu agradecimento ao Presidente Donald Trump @realDonaldTrump abaixo e vamos rumo à lei Magnistky!", escreveu Eduardo no post compartilhado pelo irmão. Na sequência, em letras maiúsculas, publicou: "THANK YOU PRESIDENT TRUMP - MAKE BRAZIL FREE AGAIN - WE WANT MAGNISTKY!"
Nesta sexta-feira (28), em sabatina ao Jornal Nacional, da TV Globo, Flávio afirmou, ao ser questionado pelos entrevistadores: "Eu acho que ele errou de agradecer com relação às tarifas", disse o candidato do PL à Presidência.
Flávio, que também afirmou não ver influência do irmão na decisão do governo americano, não mencionou a própria publicação, feita na mesma noite.
O SBT News procurou a assessoria do candidato à Presidência na manhã deste sábado (29) e aguarda um posicionamento.
Trump divulgou a carta sobre as tarifas pouco depois das 17h (horário de Brasília) do dia 9 de julho. Eduardo publicou seu agradecimento às 21h28. Flávio fez sua publicação às 23h16, pouco menos de duas horas depois da mensagem do irmão.
Na carta divulgada naquela tarde, Trump anunciou que produtos brasileiros enviados aos Estados Unidos passariam a enfrentar tarifa de 50% a partir de 1º de agosto. O presidente americano vinculou a medida, entre outros argumentos, ao tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro pela Justiça brasileira e fez críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Na época, o ex-presidente da República e outros réus eram julgados pelo STF devido à trama golpista do final de 2022.
A referência dos irmãos Bolsonaro à Lei Magnitsky também estava relacionada à ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A legislação americana permite impor sanções a estrangeiros acusados pelo governo dos Estados Unidos de corrupção ou graves violações de direitos humanos.
Vinte e um dias depois, em 30 de julho, o governo Trump aplicou a Lei Magnitsky contra Moraes. No mesmo dia, formalizou a tarifa adicional sobre produtos brasileiros, estabelecendo uma série de exceções.
Atualmente Flávio tem sustentado que atuou contra as tarifas e que a responsabilidade é do governo Lula.
Ele enviou carta aos negociadores norte-americanos e participou de audiência pública em Washington, quando defendeu o adiamento da medida para depois das eleições, argumentando que um eventual governo seu adotaria outra política comercial.
Ele atribuiu o segundo tarifaço de Trump, de 25%, à condução da política externa brasileira, dizendo que Lula trabalhou para haver essa sobretaxa por motivos eleitorais.























