Candidato de Flávio em MG lidera ranking de doações privadas
Nomes do PL arrecadaram até esta sexta cerca de 20% do total em todo o país

Flávio Roscoe, candidato ao governo de Minas Gerais e presidente licenciado da FIEMG | FIEMG
Flávio Roscoe (PL), nome de Flávio Bolsonaro ao governo de Minas Gerais, é o candidato que mais recebeu doações privadas nas eleições até agora, segundo dados atualizados pela Justiça Eleitoral na noite desta sexta-feira (28).
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O empresário mineiro declarou ter arrecadado R$ 4 milhões vindos de pessoas físicas.
Entre os principais financiadores de Roscoe estão empresários que mantêm ou mantiveram atuação em grandes grupos empresariais mineiros.
Robert Carlos Lyra, presidente da Delta Sucroenergia, e Ailton Ricaldoni Lobo, fundador e presidente do Conselho de Administração da Clamper, doaram R$ 500 mil cada um.
Marcos Alberto Cabaleiro Fernandez, um dos fundadores do Banco Inter e empresário ligado também aos setores imobiliário e de construção, doou R$ 400 mil para Roscoe. Ele também destinou R$ 200 mil a Edinho Silva, presidente nacional do PT e candidato a deputado federal por São Paulo.
Carlos Geo Quick, vice-presidente da Pottencial Seguradora, doou R$ 380 mil diretamente para Roscoe. Ele também aparece como doador originário de R$ 450 mil repassados pelo diretório estadual do PSD à campanha de Mateus Simões (PSD) ao governo de Minas.
Outro doador de Roscoe é Sérgio Augusto Guerra de Resende, empresário do setor automotivo e acionista da Localiza. Ele destinou R$ 300 mil à campanha do candidato ao governo e outros R$ 300 mil a Nikolas Ferreira (PL), candidato a deputado federal.
Roscoe disputa sua primeira eleição e foi lançado pelo PL na reta final das convenções, em meio às idas e vindas da candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
Cleitinho chegou a anunciar que desistiria da disputa, mas voltou atrás. Diante da indefinição, o PL anunciou Roscoe em 5 de agosto como candidato próprio, garantindo um palanque em Minas para Flávio Bolsonaro. Dois dias depois, o Republicanos confirmou que Cleitinho também seguiria na disputa.
Roscoe, porém, já vinha se colocando à disposição do PL meses antes. Empresário do setor têxtil, é sócio-diretor do Grupo Colortextil e presidiu a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) por dois mandatos, entre 2018 e 2026. Ele deixou o comando da entidade e se filiou ao PL neste ano.
Apesar de liderar a arrecadação privada, Roscoe ainda aparece distante dos primeiros colocados nas pesquisas.
No levantamento divulgado pela Real Time Big Data nesta quinta-feira (27), Cleitinho lidera com 33% das intenções de voto. Patrus Ananias (PT) tem 15%, Alexandre Kalil (PDT), 13%, Mateus Simões (PSD), 11%, Gabriel Azevedo (MDB), 7%, e Roscoe, 5%.
No ranking nacional de doações privadas, Luciano Zucco (PL), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, vem em seguida, com R$ 2,5 milhões arrecadados.
Na terceira posição aparece Antonio Carlos Rodrigues (Podemos), candidato a deputado federal por São Paulo, com R$ 2,2 milhões.
Na sequência estão Mendonça Filho (PL), candidato ao Senado por Pernambuco, com R$ 1,76 milhão, Elmano de Freitas (PT), que disputa a reeleição ao governo do Ceará, com R$ 1,61 milhão, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição ao governo de São Paulo, com R$ 1,45 milhão.
O PL também lidera o ranking nacional de doações privadas.
Os nomes do partido arrecadaram até agora R$ 19 milhões, o equivalente a pouco mais de 20% dos R$ 94,8 milhões doados diretamente por pessoas físicas a candidatos de todos os partidos.
O PSD aparece em segundo lugar, com R$ 10,9 milhões, seguido pelo PT, com R$ 10,5 milhões.
O valor das doações privadas —o financiamento empresarial é proibido— deve ainda crescer bastante até a eleição.
Em 2022, as doações diretas de pessoas físicas ultrapassaram a marca de R$ 1 bilhão.
Atualmente, a principal fonte de financiamento das campanhas é pública.
O FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha), conhecido como fundo eleitoral, soma R$ 4,96 bilhões neste ano e ainda está sendo distribuído pelos partidos.
Até a noite desta sexta-feira, os candidatos haviam declarado o recebimento de cerca de R$ 1,6 bilhão do fundo eleitoral.
























