PT tem no PSD principal aliado 'de centro' nos estados
Federação de Lula está com partido de Ronaldo Caiado em 10 estados; MDB aparece em oito, e Republicanos, em sete

Geraldo Alckmin e Lula. | Foto: Reprodução/Instagram @lulaoficial
A consolidação das coligações eleitorais informadas à Justiça Eleitoral mostra que o PSD de Ronaldo Caiado é o principal aliado do PT de Lula entre os partidos de centro e de direita nos estados.
O PSD e Federação Brasil da Esperança (formada por PT, PC do B e PV) integram as mesmas chapas para governador em dez estados.
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Em metade, o partido de Caiado e de Gilberto Kassab, presidente da legenda, encabeça a chapa, tendo o PT como sócio menor. Nas outras cinco candidaturas, o PT conduz a aliança em 3 e o MDB, em 2.
Desse grupo de partidos de centro e de direita, o MDB vem logo depois, em alianças com o PT em oito estados, seguido pelo Republicanos, com sete.
O PSD lançou Caiado à Presidência, mas Kassab, que é seu vice, liberou os diretórios regionais a seguirem os caminhos que considerassem mais convenientes.
A federação petista integra diretamente a chapa de um candidato do PSD ao governo no Rio de Janeiro, com Eduardo Paes, no Amazonas, com Omar Aziz, em Mato Grosso, com Natasha Slhessarenko, em Sergipe, com Fábio Mitidieri, e no Tocantins, com Laurez Moreira.
Na Bahia, Ceará e Piauí, o PSD integra as alianças dos governadores petistas Jerônimo Rodrigues, Elmano de Freitas e Rafael Fonteles, que tentam a reeleição.
PSD e PT estão juntos ainda em apoio a Renan Filho (MDB), em Alagoas, e Hana Ghassan (MDB), no Pará.
MDB e PSD, que foram contemplados com seis ministérios por Lula no início de sua terceira gestão, são os principais alvos do PT na tentativa de levar para a coligação presidencial de 2026 uma grande legenda de centro.
No caso do MDB, foram cogitados como vices de Lula, entre outros, o então governador do Pará, Helder Barbalho, e os ministros Renan Filho e Simone Tebet (hoje no PSB).
A resistência de mais da metade dos diretórios estaduais acabou inviabilizando a operação. O MDB decidiu pela neutralidade nacional e liberou os estados. Lula manteve Geraldo Alckmin (PSB) como seu vice.
MDB e PT estão juntos em sete das alianças que têm também o PSD. A oitava é o apoio à candidatura de João Campos (PSB), em Pernambuco.
O Republicanos, terceiro partido de centro com maior número de coligações ao lado do PT, recusou a ofensiva de Flávio Bolsonaro para fechamento de uma aliança presidencial e declarou neutralidade.
Agora, aparece em sete coligações para governador com a federação petista.
Em uma manifestação considerada inusual em relação à sua trajetória política mais à centro-direita, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou neste mês apoio à reeleição de Lula.
Na Paraíba, Republicanos e Federação Brasil da Esperança integram a mesma aliança estadual em torno de Lucas Ribeiro (PP). Outra coligação é no Amapá em torno da candidatura de Clécio (União Brasil).
Sem o recorte ideológico, as maiores alianças estaduais do PT são com partidos de esquerda e centro-esquerda que integram sua coligação nacional – PSB, PDT, PC do B, PV, PSOL e Rede.
Há coligações com o PSB de Alckmin em 19 estados, com o PDT em 16 estados e com a federação PSOL-Rede em 12.





















